segunda-feira, novembro 27, 2006

No Público, apesar de tudo, o melhor jornal português

- Hoje, na capa do Público, “Hotéis portugueses começam a assumir opção de não aceitar crianças” e depois lá dentro, apesar do esforço da jornalista em fazer deste não assunto uma reportagem, o título é claramente desmentido. Até o Público, jornal de que gosto especialmente, tem destes dias…só peço que não apareça um zeloso Secretário de Estado pronto a cozinhar uma nova Lei para obrigar todos os hotéis a aceitar as crianças.

- António Barreto, brilhante como (quase) sempre, a mostrar o “retrato exacto e quantificado daquele que é talvez o maior desastre de todas as políticas públicas portuguesas”…o malfadado “sistema de ensino”, “política de educação” ou lá o que é.

- "Oi cara, quem é o figurão?" - ou como em Portugal não se quer “ver” que o Brasil é uma potência mundial, e Portugal apenas (o que não teria nada de mal, não fossem os ares de grandeza) um pequeno país, e como tal irrelevante para o Brasil.

- Brilhante, como (também quase) sempre, Vasco Pulido Valente fala do “Portugal à chuva”, cujo “caos que as chuvas provocaram, de um lado, e o CCB e a Expo, do outro, representam exactamente o país”…

E para terminar, a reportagem de ontem na revista “Fugas” sobre a Coreia do Norte é um hino aos “amanhãs que cantam”. Agora compreendo porque é que o outro “não tinha a certeza de a Coreia do Norte não ser uma Democracia”. Andava o rapaz enganado, porque só pode ser...uma Democracia!!!

A realidade, quando bem trabalhada, ultrapassa em muito a melhor ficção…

4 comentários:

Anónimo disse...

Não percebo como é que se pode achar que a reportagem do Público é um hino aos "amanhãs que cantam". A mim pareceu-me foi uma reportagem de quem assistiu a tudo o que lhe davam a ver com olhar crítico e irónico e até se lembrou de comparar com Estaline, Kafka, Huxley e Woody Allen! Não é preciso fazer mais um discurso sobre a miséria e o sofrimento do povo, sobre isso já lemos de cada vez que se escreve sobre o país.

ricardo disse...

é evidente que é uma "reportagem de quem assistiu a tudo o que lhe davam a ver com olhar crítico e irónico".

Mas ao ler aquela reportagem não consegue imaginar o "paraíso" que é aquela "democracia"?

Anónimo disse...

ah sim, eu fiquei aterrorizado.

Anónimo disse...

o que eu estava procurando, obrigado