“mais do que o despotismo ou a anarquia, o que importa combater é a apatia”, Alexis de Tocqueville
quinta-feira, janeiro 11, 2007
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Não entendo
###“Ex-administrador sai da CP, depois de passar seis anos sem fazer "rigorosamente nada" (retirava as aspas, mas é assim que está na notícia, no Público), a ganhar 3.500 euros líquidos por mês…enquanto director de topo, representava para a CP um encargo salarial de cerca de 100 mil euros por ano, mais telemóvel e automóvel, tendo também direito a secretária mesmo sem ter funções atribuídas.”
Este senhor está 6 anos (6, sim 6!) sem qualquer função, e nesses 6 anos (6, sim 6!), por três vezes (3, sim 3!) teve encontros “Em audiência (em audiência, notar bem!) com os três presidentes (3, sim 3!), no início dos seus mandatos”. Mas não vale entusiasmar, pois foi uma, não três, com cada um deles, não se corresse o risco de se cansarem, o senhor e os três presidentes (3, sim 3!).
Este senhor tem um blog, e este senhor já foi administrador da CP entre 1985 e 1990, e este senhor também já foi presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário (Adfer), e este senhor escreve no seu blogue que "Desde miúdo que possuo condições naturais de liderança" e este senhor referiu ao Público que "Foi da minha cabeça, com a colaboração de vários técnicos [que saíram as principais ideias que revolucionaram o caminho-de-ferro em Portugal]." Ou seja, este senhor é um génio e, como se pode verificar, não tem um pingo de vergonha na cara, pois este senhor não se importou de ser bem pago, com o dinheiro dos contribuintes, durante 6 anos. Facilmente, dada a sua genialidade, este senhor encontrava uma entidade patronal que o valorizasse, mas não deve ter tido vagar para a procurar.
Os senhores presidentes da CP, os três (3, sim 3!). que ao longo dos 6 anos tiveram este senhor “emprateleirado”, provavelmente junto com muitos outros senhores igualmente valiosos “for Make Benefit Glorious Nation of Portugal” deveriam (minha modesta opinião) estar presos e obrigados a pagar aos contribuintes portugueses todos os euros e cêntimos que os ditos cujos (os “emprateleirados”) nos custaram ao longo dos anos, mais o que eles próprios, os senhores presidentes da CP, os três (3, sim 3!), nos custaram.
“Confrontada a CP, a empresa não fez qualquer comentário”, o que só lhes fica bem, pois ele há coisas que só mesmo “sem comentários”.
domingo, janeiro 07, 2007
vale a pena ler, sobre a Índia
"as coisas são obviamente mais complicadas. São complicadas porque, simplesmente, não são diferentes. A Índia é, algumas particularidades óbvias à parte, um país como qualquer outro, com os problemas do costume que acompanham tanto o Zé no sofá como a sua mulher e também o Bill Gates. São problemas humanos, portanto universais.
A ideia até é gira: implica que nós no Ocidente vivemos um mundo cinzento, monótono, homogéneo e repetitivo. Implica que na Índia tudo é incerto, inseguro, diferente, colorido, espontâneo e circunstancial. Ora, para quem quer ter pão para comer e telhado para se abrigar das intempéries, que eu saiba, a primeira opção é sempre a mais desejável. Acham que a mulher que carrega tijolos nos ombros tem tempo para reparar no seu colorido sari que contrasta com o escuro betão da casa que a sua família constrói, a cinco Euros por dia, ...
Não interessa. Os contrastes. Esses sim, celebrados, embora eles nos ceguem. Mas não interessa. Ver em profundidade custa. Tempo, paciência, abertura, complexidades, profundidade. Tudo coisas a que poucos jornalistas portugueses se dedicam, especialmente quando integrados em comitivas presidenciais e quando empaturrados de caviar."
agradecido!
às vezes não parece, mas é!
sábado, janeiro 06, 2007
Trabalho!
Em tempos, sob o slogan “deixem-nos trabalhar” um primeiro fazia uma boa afirmação, mas enganava-se no destinatário. É essencialmente o Estado que tem que deixar trabalhar, os indivíduos, as empresas, sem se intrometer, sem se apropriar do seu esforço.Trabalhar, palavra tantas vezes utilizada, deve significar e dignificar a forma de ser e de estar, reflectir a vontade de fazer mais e melhor pelos destinatários do produto da nossa dedicação. Só assim se interioriza em cada um de nós o respeito pelos outros e por si próprio, na contínua e inacabada procura do conhecimento como forma de evolução.
Muitas vezes tal não acontece, mesmo entre aqueles cuja profissão deve reflectir nobre vocação, sejam eles professores, médicos, políticos ou outros, pelo impacto que podem ter na vida das pessoas e das sociedades onde se inserem. Sob a capa da vocação muitos, que dela desistiram, agarram-se a todas as formas de protecção do seu pequeno “cantinho de poder”, quase sempre contra aqueles pelos quais dizem viver.
Quando entre professores milhares não se preocupam se têm ou vão continuar a ter horário (leia-se alunos), quando outros, tendo-o, se revoltam sempre que se, querendo introduzir algo a favor dos alunos, lhes toca nos seus direitos “inalienáveis”. Quando médicos se “atiram ao ar” porque podem perder alguns dos benefícios obtidos. Quando entre políticos dificilmente se encontra alguém digno e merecedor do poder que lhe é delegado. Quando…
Mas apesar de tudo, e felizmente, são ainda muitos os “fazedores de sonhos”, os que têm orgulho pela forma como vivem a vida, pela forma como ganham dinheiro, porque este é fruto do seu justo trabalho.
terça-feira, janeiro 02, 2007
normalmente não digo isto, mas
"Trabalho só o suficiente para não ser despedido (que é onde escrevo os posts). Alimento-me enquanto estou na net. Apesar de me ter embebedado muitas vezes, practicamente não saí à noite, tendo só muito esporadicamente chegado a casa depois da meia-noite (linda frase). Para terminar, raramente fui ao cinema, muito embora tenha uma vaga recoleção de me ter divertido muito (Scorcese, Woody Allen), em geral não gostei ou não percebi o pouco do que vi. O melhor filme deste ano continua a ser um do ano passado, o Sarabanda. Depois deste post espero que nunca mais digam que eu não sou uma pessoa extremamente culta..."
plenamente de acordo
"... por razões quase genéticas, o Porto tem de me preocupar mais do que qualquer outra cidade ou sítio de Portugal. Se, como dizia Agostinho da Silva, o nosso domínio é, primeiro, o nosso território, a nossa casa, o nosso alpendre e o que dele a nossa vista pode alcançar, é natural que, como liberal, me preocupe mais com a cidade onde nasci..."
“...quem quer fazer política ou negócios vai, ou tem que ir, para Lisboa, na medida em que é lá que eles estão: é lá que está a Chefia do Estado, o Governo, o Parlamento, a maior parte das chefias da administração pública, das empresas do Estado ou controladas por ela. É lá, sobretudo, que está o poder de decisão. O efeito centrífugo disto é evidente, e aliado a essa nova e perigosíssima ideia de que com a moderna tecnologia se pode governar o mundo a partir de um só ponto, gera um caldo de cultura do qual dificilmente se pode sair. O que é facto, é que no Porto, e leia-se aqui «o Porto» em sentido latíssimo, como sinónimo de todos os centros urbanos de média e grande dimensão que (ainda) existem em Portugal, têm vindo a perder gente qualificada para Lisboa e, mais do que isso, não têm permitido que muitas pessoas se revelem, se afirmem localmente, pela elementar evidência de não existirem meios para isso.”
“...não apenas o Porto mas quase todo o país, ganharia com uma reforma estrutural do Estado português que o transformasse de unitário em regional ou mesmo (utopia inatingível) em federal. Quando se pensa neste assunto, não se pretende dividir o país em duas grandes regiões em torno de Lisboa e do Porto, mas em tantas quantas aquelas que o país (ainda) pode justificar. Os poderes e as competências a distribuir entre o Estado central e as regiões não discriminariam positiva ou negativamente nenhuma destas últimas, ficando todas em pé de igualdade, como é próprio de um Estado de direito.”
“De todo em todo, há um paradoxo que me aflige em tudo isto, sobretudo para os adversários da regionalização, e peço desculpa se generalizo para além do devido: todos concordam que o Estado central funciona mal; todos acham que o país está desequilibrado; todos se queixam da desertificação do interior. Mas todos pensam que o único resultado de retirar poder ao centro para redistribuir pelo todo redundaria numa tragédia nacional de ainda maiores proporções que a actual. É muito pessimismo junto!”
segunda-feira, janeiro 01, 2007
em 2007, tal como em 2006
"Por outro lado, os pescadores ficam obrigados a guardar entre elesuma distância mínima de dez metros..."
também em 2007
Michelangelo
sábado, dezembro 30, 2006
agora percebi
"A longa-metragem de José Sacramento chegou aos cinemas em Outubro e em três meses conquistou três vezes mais espectadores que todos os outros 17 filmes de produção nacional estreados em 2006. O filme custou 800 mil euros e obteve uma receita bruta de bilheteira d e mais de um milhão de euros."
será que o JN se enganou no país
"É um país a duas velocidades o que parece ditar o andamento da área cultural. Se, a nível oficial, o Ministério sofreu cortes de 10% - tornando cada vez mais longínquo o objectivo do 1% do PIB, prometido pelo actual executivo até ao fim da legislatura -, bem diferente é o panorama oferecido pelos privados."
atalhos no caminho para a Democracia
" não haverá concessão para esse canal golpista que se chama Rádio Caracas Televisão",...Chávez frisou também que, durante o mandato presidencial, o seu espaço radiofónico e televisivo dominical "Alô presidente" será convertido numa sala de aulas, estando a ponderar que a sua emissão passe a ser diária e alargada a todas as rádios e televisões do país.""É melhor prepararem as malas e ver o que farão a partir de Março"porque
“O presidente venezuelano pediu à Assembleia Nacional para mudar o nome das Forças Armadas Nacionais (FAN) para Forças Armadas Bolivarianas, argumentando que assim se identificariam melhor com o seu projecto de Governo de um "socialismo do século XXI"
“O presidente da Câmara de Londres, o trabalhista Ken Livingstone, planeia um grande festival para celebrar na capital britânica o 50.º aniversário da revolução cubana de Fidel Castro, ...”


