“mais do que o despotismo ou a anarquia, o que importa combater é a apatia”, Alexis de Tocqueville
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Pode até não parecer,
Iguais a nascer, iguais a morrer
"Câmara impõe minimalismo estético, com jazigos estilizados para acabar com "decorações excessivas", assume o vereador. ...uma vez que os jazigos vão deixar de ser decorados de acordo com o gosto dos familiares do falecido." (boldsmeus)
quarta-feira, dezembro 27, 2006
domingo, dezembro 24, 2006
sábado, dezembro 23, 2006
olha se isto pega...
Então não é que a Câmara do Porto (CMP) não dá tolerância ("tolerância", expressão assim a modos de gozar com os pategos que pagam impostos) no dia 26 de Dezembro, dia em que é pressuposto trabalhar, para todos os seres com emprego e que não estejam em férias (assumidas).
Pois foi este o crime cometido pela CMP, e como tal "vê mais uma decisão ser contestada". Como muito bem recordou o Senhor Avelino, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, trata-se de um "perigoso precedente" ou, segundo o PCP da cidade, "É um perigoso precedente que põe em causa os direitos dos trabalhadores". Claro que é, a querer que as pessoas trabalhem em dias em que lhes pagam para trabalhar, onde é que já se viu coisa assim...mas tá tudo doido!!!
quarta-feira, dezembro 20, 2006
segunda-feira, dezembro 18, 2006
não pelo mercado, não pelos clientes...
mas "Época de saldos será antecipada na nova lei a publicar em Janeiro", hoje no Jornal de Negócios
Segundo Sua Excelência, o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor...e das épocas de saldos, "o Governo vai antecipar os dois períodos anuais de saldos da actividade comercial".
Será que Sua Excelência, o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor...e das épocas de saldos, não poderia criar uma lei que obrigasse todos os portugueses a comprar todos os produtos e serviços de uma qualquer empresa minha, quando e ao preço por mim definido. Sei lá, digo eu que sou bom rapaz e que estou certo poder fornecer os melhores produtos e os melhores serviços à população portuguesa...e a qualquer outra onde Sua Excelência, o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor...e das épocas de saldos, consiga chegar.
Agradecido!
A Infâmia da Censura
"Eduardo Cintra Torres, "Um documento negro e infame", hoje no Público:
O meu artigo de 20.08, Como se Faz Censura em Portugal, centrado nos noticiários de 12.08, tinha página e meia em A4. A ERC produziu sobre ele uma Deliberação e uma Recomendação de 234 páginas, ...É um documento negro para a história da liberdade de expressão após o 25 de Abril, sem paralelo na produção de matéria sobre o assunto por parte de organismos do Estado. Extenso, produzido por uma equipa que inclui dezenas de pessoas, em 3,5 meses [...] A ERC defende o mesmo tipo de censura e atropelo à liberdade que denunciei no meu artigo: afirma que o director do PÚBLICO "tinha o direito-dever de não publicar" esse artigo. Considero este documento infame, oriundo de uma entidade marcada pela suspeita da sociedade livre desde a sua origem e que agora confirma as mais negras previsões ao agir sob o signo da desonestidade intelectual, abuso de competências e ao defender a censura no nosso Portugal livre."
"António Barreto ("Quem o tem chama-lhe seu"), hoje no Público:
[...] um passo dado no condicionamento da liberdade de expressão é sempre um passo a mais.
[...] a liberdade de expressão não é um privilégio dos jornalistas, é um direito dos cidadãos.
Este governo está à beira de pensar o impensável: dá sinais de acreditar em que a liberdade dos cidadãos é incompatível com o poder. O seu."
domingo, dezembro 17, 2006
ainda a corrupção, Poder Central vs Local
Na senda do post anterior, sobre o fenómeno, pergunto: será mais provável a corrupção local ou nacional, uma sob monitorização dos munícipes, outra sob monitorização dos contribuintes.
e já agora, terá maior impacto quando numa qualquer obra municipal ou numa obra de regime, assim tipo aquela coisa -OTA- que até hoje ninguém (i.é., quase ninguém...) percebeu para que servirá.
Isto sou eu a perguntar...
Copy the Nordic Solutions, Not the Problems!
"Thus, the conclusion that can be drawn is that the Nordic countries built their first success when they were very market-oriented with low taxes and small government. And when they tried socialism, success faded and problems mounted. Now, they have made market-oriented reforms in completely different fields of society and created success: Finland in telecom, Denmark in the labour market, Iceland in banking, Sweden in private pensions, etc.
All this is really an empirical study in the success of the market and reforms liberating free exchange. It confirms numerous scientific studies about how low taxes bring high economic growth and how a free labour market creates more jobs. Sure other countries can learn from this. Avoid the socialist big welfare state and continue to do market-oriented reforms.
The Nordic countries teach both the lesson of avoiding big government –under its various names such as welfare state or social model– and that free-market reforms work. The Nordic countries have done very different reforms, and none of them – perhaps except Iceland – has been as reformist as Ireland, Britain, Estonia, or Slovakia and have thus not had equally positive results."
muito importante, numa caixa de comentários perto de si...
“…nas sociedades democráticas de hoje, o respeito pela esfera privada está a desaparecer. Ou seja, a dita classe média, fortemente moralista, hipócrita e suspirando por segurança, admite e apoia um Estado cada vez mais omnipresente na esfera privada e alheia. Ou seja, é um comunismo mais soft mas mais tenebroso e preocupante. Baseia-se nas aspirações de uma maioria contra as restantes minorias. Legitimado pelo voto popular. (Fazendo lembrar a República Romana de outros tempos, mas de um modo mais moderno e sofisticado.)
Querem exemplos do Portugal de hoje? O fim do sagrado princípio da reserva de confidencialidade entre o mero advogado e o seu cliente. Quando o Estado se arroga no direito de exigir que o causídico perca a legítima salvaguarda dos direitos de um cidadão, cliente deste causídico, temos a maior perversão de sempre, na história recente humana…
Mas há mais. Como é possível que se admita que o Estado imponha um microchip implantado numa viatura particular? Que se saiba foi aprovado um projecto-lei em que se impõe a implantação de um microchip na viatura de cada um de nós, para o Estado nos controlar os movimentos.Depois temos a nova leia da imprensa ou comunicação social que aprova a introdução da censura. Mas a censura legitimada através do voto popular.
Sem falar na perda dos direitos do cidadão contra o Estado, em caso de litígio contra este. Isto é simplesmente voltar ao velho totalitarismo. Relembro o seguinte. A PIDE tinha mesmo como nome a salvaguarda do Estado, este sendo confundido com a Nação ou modernamente entendida como Sociedade. Hoje acontece o mesmo, temos o Estado com cada vez mais poder contra o cidadão, em nome da defesa do próprio Estado.
Ou seja, com a queda das ditaduras ocidentais, em especial o comunismo, o nazismo e ditaduras várias, como a de Franco, Pinochet ou Salazar, o mundo ocidental, vendo como seu inimigo o islamismo religioso, começa a adoptar políticas que antes só as ditaduras tomavam. E algumas nem foram tão longe como as medidas que este desgoverno, por exemplo, tomou.
O que se passa é que com o 11 de Setembro e as réplicas que se seguiram, em nome do combate ao terrorismo, por um lado, e em nome do combate à alta criminalidade e evasão fiscal por outro, o Estado está cada vez mais forte e o cidadão cada vez mais desprotegido contra os poderes tentaculares deste. Poucos liberais estão a compreender estas mutações nas ditas sociedades livres. Desde Portugal até à velhinha Inglaterra, até ao caso mais paradigmático, o americano.
E como se legitima este novo poder político autoritário? Sustenta-se no elevado número de cidadãos dependentes do Estado. Desde o mero funcionário público até ao simples pensionista. Os votos destes e dos seus familiares são garantia para os detentores do poder do Estado. Que sob chantagem económica, emocional, psicológica (ver como o terrorismo é usado para cortar nas liberdades civis) e social, o Estado é cada vez mais senhor e dono das nossas vidas. É o esclavagismo moderno ocidental. Os tontinhos das oligarquias islâmicas têm os seus tribunais religiosos, nós temos o Estado, os seus senhores e os seus capatazes, quem em nome de utopias sociais, aceitam e até incentivam o fim da Liberdade individual e colectiva.
É certo que aqueles que descobrem o Liberalismo através da teoria económica muitas vezes perdem-se e perdidos nem sabem por onde legitimar o seu discurso contra o Estado. Agarram-se demasiado à defesa do capitalismo, confundindo-o com o Liberalismo. Quando o que importava era voltar ao velho Liberalismo, da luta contra o obscurantismo, da luta pelos básicos e fundamentais direitos do cidadão livre, contra o despotismo, contra as oligarquias, contra as tiranias, contras os "velhos senhores", agora com outras roupagens.…"
sábado, dezembro 16, 2006
primeiro empresário português a ser distinguido com o Prémio Pessoa
"O trabalho desenvolvido pelo professor universitário e presidente-executivo da YDreams, especializada em novas tecnologias de informação e conhecida sobretudo pelos jogos interactivos para telemóveis, foi considerado pelo júri "uma verdadeira revolução".
A YDreams nasceu em 2000, fruto de um professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, no Monte da Caparica, que teimava que a investigação feita naquele estabelecimento de ensino deveria servir para mais do que para atribuir notas aos alunos. António Câmara reuniu à sua volta um pequeno grupo de investidores e investigadores interessados no projecto, aplicaram 50 mil euros e criaram a empresa."
Por isso, a corrupção é um fenómeno muito mais generalizado e intenso no sector público do que no sector privado
"A probabilidade de um acto de corrupção ser detectado e denunciado é muito diferente, porém, consoante ele ocorra no sector privado ou no sector público.
Assim, um gestor de compras que adjudica um certo contrato a um dado fornecedor, e não a outro que pratica preços mais baixos, só porque o primeiro lhe concedeu certos favores, lesando o seu patrão em um milhão de euros, tem uma probabilidade muito diferente de o seu acto ser detectado e denunciado conforme o seu patrão seja uma empresa ou o Estado.
Se o seu patrão é um empresário em nome individual, é este que vai suportar por inteiro o custo do acto corrupto do seu empregado, no valor de um milhão de euros, conferindo ao empresário um poderoso incentivo para vigiar o seu gestor de compras, cortando-lhe todas as veleidades. Mesmo que a empresa seja propriedade de cem pessoas, cada uma terá um prejuízo de dez mil euros em resultado do acto corrupto do seu gestor de compras, conferindo aos empresários, ainda assim, um incentivo importante para nomearem um homem da sua inteira confiança para o lugar e o vigiarem de perto.
Porém, quando o patrão é o Estado, o custo do acto corrupto praticado pelo gestor de compras de uma instituição pública, no valor de um milhão de euros, é disperso por milhões de cidadãos-contribuintes. Num país de dez milhões de cidadãos, cabe a cada um deles um custo de dez cêntimos, não dando a nenhum um incentivo suficiente para vigiar de perto os actos patrimoniais daquele gestor de compras e de todos os agentes que, no sector público, actuam em seu nome.
Por isso, a corrupção é um fenómeno muito mais generalizado e intenso no sector público do que no sector privado - uma conclusão que levou o economista Ludwig von Mises a escrever que a corrupção é a consequência normal da estatização. E, na realidade, analistas ligados à Transparency International, a agência que monitoriza os índices de corrupção em cerca de 150 países do mundo, sugerem que em alguns países, a corrupção no sector público chega a representar 90% de toda a corrupção no país."
sexta-feira, dezembro 15, 2006
temos um liberal infiltrado no governo

Público, 15dez: "redução do nº de funcionários dos actuais 10.500 para 7.000".
em "Lisboa, de 4.737 para 1.756"; "transferência de sedes dos laboratórios de Veterinária, Pescas e Investigação Agrária para Vairão, Olhão e Elvas, respectivamente".
como "os agricultores e os pescadores não estão na Praça do Comércio", era fundamental descentralizar", frisou (muito bem!) o Ministro Jaime Silva.




