quinta-feira, novembro 06, 2008

Barack Obama, Da Democracia na América

“Se alguém ainda duvida que a América é o lugar onde todos os sonhos são possíveis, se ainda questiona se os sonhos dos nossos fundadores ainda estão vivos, se ainda questiona o poder da nossa democracia, teve esta noite a resposta.

Foi a resposta dada pelas filas que se estendiam à volta das escolas, das igrejas em números que a nossa nação nunca viu antes, feitas de pessoas que esperaram três a quatro horas, muitas pela primeira vez nas suas vidas, porque acreditavam que desta vez tinha de ser diferente, que as suas vozes podiam fazer a diferença.

Foi a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, Democratas e Republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, homossexuais, heterossexuais, deficientes, americanos que enviaram a mensagem ao mundo de que não somos somente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de estados vermelhos ou azuis.

Nós somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América.

Foi a resposta que levou aqueles a quem foi dito durante tanto tempo para serem cínicos e receosos e duvidarem do que somos capazes de fazer e para colocar as mãos na arca da história e vergá-la mais uma vez em direcção à esperança num dia melhor.

Levou muto tempo, mas esta noite, por causa do que fizemos hoje nesta eleição e neste momento decisivo, a mudança chegou à América.

Há pouco tempo antes, no início da noite, recebi uma simpática chamada do senador McCain.
O senador McCain lutou muito durante esta campanha. E lutou ainda mais e durante mais tempo pelo país que ama. Ele fez sacrifícios pela América que a maior parte de nós não consegue sequer imaginar. Estamos bem pelo serviço que ele prestou, pela sua bravura e abnegação.

Dou-lhe os parabéns. Também dou os parabéns à Governadora Palin por tudo o que conquistou. E fico na expectativa de trabalhar com eles para renovar as promessas feitas a esta nação nos meses que se aproximam.

Quero agradecer ao meu companheiro nesta jornada, um homem que fez a campanha com todo o seu coração, e falou por homens e mulheres com quem cresceu nas ruas de Scranton e com quem partilhou o comboio de volta a casa no Delaware, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

E não estaria aqui esta noite sem o apoio incondicional da minha melhor amiga nos últimos 16 anos, o pilar da nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

Sasha e Malia amo-vos mais do que podem imaginar. E conquistaram o cãozinho que vem connosco para a nova Casa Branca.

E, apesar de já não estar entre nós, sei que a minha avó nos está a ver, com o resto da família que fez de mim quem sou. Sinto a vossa falta. Sei que a minha dívida para com eles não é mensurável.
À minha irmã, Maya, à minha irmã Alma, a todos os meus irmãos e irmãs, obrigado por todo o apoio que me deram. Estou-vos muito grato.

E ao director da minha campanha, David Plouffe, o herói não celebrado desta campanha, que construiu, acho eu, a melhor campanha política na história dos Estados Unidos da América.

Ao meu responsável pela estratégia, David Axelrod, que tem sido meu companheiro ao longo de todo o caminho.

À melhor equipa de campanha alguma vez reunida na história política e que tornou tudo isto possível, estou eternamente grato pelo que sacrificaram para conseguir tudo isto.

Mas, acima de tudo, nunca esquecerei que esta vitória vos pertence, na verdade, a todos vós. É vossa.
Não era o candidato mais provável para este cargo. Não começamos com muito dinheiro ou patrocínios. A nossa campanha não foi planeada nos corredores de Washington. Começou em Des Moines, nas salas de Concord, nas varandas de Charleston. Foi crescendo com o trabalho de homens e mulheres que contribuíram com o que tinham e que recorreram ás suas poupanças para dar 5, 10 ou 20 dólares.
Ganhou força com os mais novos que rejeitaram o mito de geração apática, que deixaram as suas casa, famílias por empregos mal pagos e noites mal dormidas.

Ganhou força com a geração já não tão jovem que se aventurou no frio e no calor para bater a portas de estranhos e dos milhões de americanos que se voluntariaram e organizaram e provaram que passados mais de dois séculos um governo de pessoas, pelas pessoas e para as pessoas continua a existir na Terra.

Isto é vitória.

E sei que não fizeram isto somente para ganhar a eleição. E sei que não o fizeram por mim.

Fizeram-nos porque perceberam a enorme tarefa que nos espera. Porque apesar de celebrarmos esta noite, sabemos que os desafios que o dia de amanhã nos trás são os maiores da nossa vida – duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira num século.
Apesar de estarmos aqui esta noite, sabemos que existem americanos no deserto do Iraque, nas montanhas do Afeganistão que arriscam as suas vidas por nós.

Há mães e pais que não conseguem adormecer e que ficam a pensar como pagar as hipotecas ou as contas do médico ou se conseguem poupar o suficiente para a educação dos filhos.

Temos de rentabilizar a nossa energia, criar novos postos de trabalho, construir novas escolas e lidar com ameaças e reparar alianças.

O caminho que nos espera é longo. A nossa subida difícil. Podemos não chegar lá num ano, ou mesmo num mandato. Mas, América, nunca tive tanta esperança como a que tenho hoje de que chegaremos lá.
Prometo-vos, que como pessoas chegaremos lá.

Teremos contrariedades e falsas partidas. Haverá muitos que não irão concordar com cada decisão que tome como presidente. E sabemos que o governo não é capaz de resolver todos os problemas.

Mas serei sempre honesto convosco em relação aos desafios que enfrentamos. Vou ouvir-vos, em especial quando discordarmos. E, acima de tudo, vou pedir-vos para que se juntem a mim no trabalho de reconstrução desta nação, da única forma que sempre foi feito na América nos últimos 221 anos – bloco a bloco, mão calosa em mão calosa.

O que começou há 21 meses no Inverno não pode terminar nesta noite de Outono.

Não é esta vitória a mudança que pretendemos. É a única forma de começarmos a mudança. E isso não pode acontecer se voltarmos a ser como éramos.

Não acontece sem vós, sem o novo espírito de serviço, o novo espírito de sacrifício.

Vamos unir-nos num novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve participar e trabalhar mas e olhar não só por nós mesmo mas também pelos outros.

Não nos esqueçamos que se a crise financeira nos ensinou alguma coisa foi de que não podemos ter uma Wall Street florescente enquanto que os outros sofrem.

Neste país, levantamo-nos e caímos como uma nação só, como um povo. Resistamos á tentação de voltar a cair no mesmo sectarismo, mesquinhez e imaturidade que envenenou a nossa política durante tanto tempo.

Relembremos que foi um homem deste Estado que pela primeira vez carregou a bandeira do Partido Republicanos até à Casa Branca, um partido que teve por base a autoconfiança, a liberdade individual e a unidade nacional.

Esses são os valores que todos partilhamos. E apesar do Partido Democrata ter conquistado uma grande vitória esta noite, fazemo-lo com a humildade e a determinação de sarar o que nos divide e que impediu o nosso progresso.

Como Lincoln disse a uma nação muito mais dividida do que a nossa, não somos inimigos, mas sim amigos. Apesar da paixão nos levar a exageros, não deve quebrar os nossos laços afectuosos.

E aqueles americanos cujo apoio ainda tenho de conquistar, posso não ter ganho o vosso voto esta noite, mas ouço a vossa voz. Preciso da vossa ajuda. E serei, também, o vosso presidente.

E para todos os que têm os olhos postos em nós esta noite, para além das nossas costas, dos parlamentos aos palácios, para aqueles que se juntaram à volta de rádios nos cantos mais esquecidos do mundo, as nossas histórias são diferentes mas o nosso destino é partilhado, e uma nova aurora se levanta na liderança americana.

Para aqueles que querem destruir o mundo: nós vamos destruir-vos. Para os que querem paz e segurança: nós apoiamos-vos. E para aqueles que se interrogam sobre se a luz de liderança da América continua viva: esta noite provamos, mais uma vez, que a força da nossa nação não vem do nosso poder militar ou da escala da nossa riqueza, mas do enorme poder dos nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e esperança.

Essa é a verdadeira genialidade da América: a sua capacidade de mudança. A nossa união pode ser perfeita. O que conseguimos dá-nos ainda mais esperança em relação ao que podemos conseguir amanhã.

Esta eleição tinha muitas estreias e muitas histórias que serão contadas ao longo de gerações. Mas uma que está na nossa mente hoje é sobre uma mulher que votou em Atlanta. Ele assemelha-se a muitos milhões que estiveram na fila para fazer ouvir a sua voz nesta eleição por uma razão: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.

Ela nasceu na geração da escravatura; num tempo em que não havia carros na estrada, aviões no céu; quando alguém como ela não podia votar por duas razões: porque era mulher e por causa da cor da sua ele.

E, esta noite, penso em tudo o que viu no centenário de vida na América – o desespero e a esperança; a luta e progresso; as vezes que nos disseram que não eram capazes e aqueles que mantiveram a sua capacidade de dizer: Sim, somos capazes.

E este ano, nesta eleição, ele tocou com o dedo no ecrã e fez o seu voto, porque depois de 106 anos na América, depois dos melhores tempos e dos mais obscuros, ela sabe que a América pode mudar.
Sim, somos capazes.

América, chegamos até aqui. Já vimos muito. Mas ainda há muito para fazer. Por isso, esta noite, perguntemos a nós mesmos: se as nossas crianças viverem para chegar ao próximo século; se as nossas filhas tiverem a sorte de viver tanto como Ann Nixon Cooper, que mudanças vão poder ver? Quer progressos teremos feito?

Esta é a nossa oportunidade de responder a essa questão. Este é o nosso momento.

Este é o nosso tempo, de voltar a dar trabalho à nossa gente, de abrir as portas da oportunidade aos nossos filhos; de restaurar a prosperidade e promover a paz; de reclamar o sonho americano e de reafirmas a verdade fundamental de que, no meio de muitos, somos um; que enquanto respiramos, mantemos a esperança. E aqui estamos nós, frente a frente com o cinismo e as dúvidas daqueles que nos dizem que não somos capazes, e a quem respondemos com o credo intemporal que representa o espírito de um povo: Sim, somos capazes.

Obrigado. Deus vos abençoe. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América.”

quinta-feira, agosto 07, 2008

"O Povo e as Elites"

Muito bom, de António Alves em "a Baixa do PORTO":

"Os concelhos, mesmo reunidos, não têm autonomia política para decidir como distribuir o investimento estatal ou decidir sobre políticas macroeconómicas. Não têm e nunca terão. Esse nível de decisão está reservado ao estado central, aos governos autónomos ou de estado federado.

...por exemplo, um saldo de 100 euros por cada cidadão desta região a favor do estado central é o mesmo que dizer 370 milhões de euros num só ano. Isto é, nós pagaremos praticamente num só ano a renovação da marginal ribeirinha lisboeta (400 M €); ou então que pagaremos em apenas dois anos e pouco a primeira fase do ‘TGV’ Porto-Vigo (845 M €); ou, ainda, que já pagámos, em apenas pouco mais de um ano, a renovação do Aeroporto Sá Carneiro (500 M €).

O povo? O que é isso do povo? O povo não é uma entidade homogénea e politicamente determinada. Não é sequer determinante. Determinantes são as elites. Sempre foi assim e assim continuará a ser por muito que isso custe aos românticos que vêem o povo como uma entidade mítica carregada de bondade. O mito do povo vem na sequência da invenção do conceito de estado-nação, que o insuspeito Adriano Moreira considera que não existe, porque na realidade poucos coincidem com verdadeiras nações. O que existe é o estado soberano, cuja génese está na renascença e no iluminismo, consolidou-se no séc. XIX e foi levado ao extremo pelos fascismos e comunismos da primeira metade do séc. XX.

A entidade homogénea e soberana ‘povo’ não existe. O que existem são indivíduos e grupos sociais com os mais variados interesses e objectivos, a mais das vezes contraditórios e incompatíveis entre si. A definição sociológica, na minha opinião, mais correcta do que normalmente se chama ‘povo’ é o conjunto dos grupos sociais economicamente mais débeis e sem real poder político. Entenda-se poder político como capacidade de controlo e repartição dos recursos, principalmente os económicos. E quem controla esses recursos são as elites.

As elites são na verdade o motor de qualquer mudança e revolução. E essas, as revoluções, acontecem quando uma nova elite ambiciosa derruba uma outra já cristalizada.

...

Nos últimos dias, a propósito do aeroporto, têm havido boas indicações acerca da vontade das elites. Vamos ver até onde elas são capazes de ir.

...

O princípio da subsidiariedade. Que as elites locais governem localmente, com autonomia, os recursos locais em favor das pessoas da sua região. Para isso é necessário um nível de governo local com poderes suficientes tanto a nível político como orçamental e fiscal. Um governo que possa, por exemplo, decidir como deve ser gerida uma infra-estrutura importantíssima para a internacionalização da nossa economia como é o Aeroporto Sá Carneiro e que tenha poder para evitar que tanto esta, como qualquer outra, infra-estrutura local seja subalternizada e posta ao serviço de interesses alheios ao desta região. Ou então decidir quais são as infra-estruturas prioritárias em que deve ser aplicado o produto dos nossos impostos. Coisas que, está mais que provado, o actual estado central não sabe ou não quer fazer. A mudança de paradigma é o governo autónomo, fim do estado centralizado, implementação, por exemplo, dum sistema do género federal.

(ler texto completo em "a Baixa do PORTO")

domingo, junho 29, 2008

La Furia Roja

Se dúvidas houvessem, ver Espanha jogar confirmou quão longe estava Portugal de ser uma grande selecção.

Parabéns Espanha!

domingo, maio 11, 2008

Futebol á parte…


…António Barreto escreve, hoje, no Público, um texto incontornável.

Tri-Campeão e companhia







Foi quase quase perfeito...o Campeão (Tri-Campeão!) terá companhia do Vitória de Guimarães na "Champions" e do Leixões na próxima Liga Bwin.

Até a festa dos lampiões foi bonita, com o adeus ao Rui Costa e a comemoração da ida à Uefa. O que vale é que para o ano é que vai ser, sem o Rui é certo mas com o Eriksson, que já se começou hoje a ambientar à nova casa.

segunda-feira, maio 05, 2008

Vale a pena copiar palavra por palavra

Medidas simples contra a crise alimentar, Publicado por LR em 5 Maio, 2008

"Não é preciso complicar muito nem criar task forces que se eternizariam à custa de todos. Bastaria:

-Extinguir a PAC e os subsídios à agricultura americana;
-Extinguir os subsídios públicos aos biocombustíveis;
-Acabar com as restrições aos organismos geneticamente modificados;
-Abrir por completo os mercados do ocidente aos produtos agrícolas do 3º Mundo;
-Abertura completa dos países do 3º Mundo ao investimento estrangeiro, permitindo deslocalizar para eles os agricultores europeus e americanos e todo o respectivo know-how.
-Em pouco tempo, a oferta de produtos agrícolas multiplicar-se-ia, os preços baixariam e milhões de pessoas deixariam de morrer à fome."

Mas num mundo onde as "task forces" são a "solução"...

Liberal...ou não!!!

Vale a pena dar uma oportunidade, e esperar que o CAA, o Maradona e o Tonibler estejam enganados…

Mas que não gostei nada da resposta
«confessou que já foi “um grande adepto” das regiões administrativas, mas acrescentou que entretanto alterou essa posição, assumindo-se agora como um “defensor da descentralização política», lá isso não gostei.
Isto ou se é a favor da Regionalização, “pacote completo”, ou é mais do mesmo. Já nos chega dos que usam este discurso para centralizar ainda mais, e não há paciência para mais ingénuos, dos que acreditam que se vai lá com descentralizações.

Bem sei que temos que descontar uma certa "pinta" ao Maradona, mas que não é lá muito animadora a ideia de mais uma "incontável quantidade de betos exactamente iguais uns aos outros: pessoas com aqueles trinta anos, com aqueles casaquinhos, com aqueles cabelos, com aquele estilo, com aquela conversa...", lá isso não é.

Temos que ser optimistas e acreditar que é o mais perto do "liberal" que se consegue, que "estatistas" já temos que chegue.

quarta-feira, abril 30, 2008

Liberal?

Carta de valores apresentada por Pedro Passos Coelho:

Os essenciais:

1. Pessoa – Defendo o indivíduo na plena posse dos seus direitos e deveres, marca essencial da matriz social democrata. Rejeito os “ismos” que, em nome de ideologias, sacrificam as pessoas e promovem a existência de uma burocracia sem rosto. Esta candidatura tem por referência a pessoa com as suas capacidades e anseios, mas também com as suas limitações e com as suas necessidades.

2. Liberdade – A liberdade é o valor que nos une e de que não abdicamos em nome de qualquer interesse de ocasião. Quero uma liberdade responsável, onde cada um possa viver com a consequência das suas decisões. Esta candidatura vai falar de liberdade, com liberdade. Quero mais liberdade no espaço público, mais liberdade na actividade económica, mais liberdade na vida privada, mais liberdade no exercício pleno da cidadania. A liberdade não se garante pela mera proclamação. A liberdade constrói-se, dia a dia, num processo de conquista permanente em que o PSD deverá empenhar-se cada vez mais.

8. Mérito – Esta candidatura acredita no mérito, como afirmação autónoma de qualidade. Desejo um PSD que promova a excelência dentro de si próprio, pautando-se por princípios de abertura e de sintonia com a sociedade civil. Valorizo a iniciativa individual, a iniciativa dos agentes económicos e das organizações sociais, que na diversidade da sua riqueza estruturam e consolidam a sociedade portuguesa. Esta candidatura é a expressão de uma iniciativa individual, sem temer dificuldades e sem quaisquer garantias prévias de adesão. Por isso dou valor ao empreendedorismo e à capacidade de iniciativa dos portugueses. Acredito que a criatividade individual é o mais potente motor do progresso comum. Será minha prioridade criar condições que potenciem a energia criativa de todos e cada um de nós.

9. Autoridade - Defendo que o exercício do poder democrático deve ser claro e determinado na defesa do bem comum. Rejeito, sem hesitar, todo e qualquer autoritarismo, mas considero que a democracia e a liberdade não podem sobreviver sem uma justiça que o seja de pleno e sem o respaldo de uma autoridade legítima e respeitada. É meu propósito reconstruir essa autoridade legítima e respeitada do Estado, sem tibiezas nem complexos.

10. Oportunidade – Ambiciono que Portugal seja uma terra de justas oportunidades para todos. O PSD vai criar condições para que a diversidade e a igualdade de oportunidades sejam uma realidade e não meras declarações de intenções. A diversidade de oportunidades é essencial para a realização das aspirações de cada um. É o ponto de partida para o aproveitamento colectivo dos benefícios da iniciativa individual. Uma oportunidade disponível é um passo para uma realização pessoal e ninguém pode ser impedido de a concretizar. Entendo que na diversidade de escolhas se constrói uma sociedade mais coesa, mais tolerante, mais livre, mais plural, mais responsável.

Os óbvios, tão óbvios que nem deveriam ser proclamados:

3. Verdade – Falaremos verdade, pois só assim é possível acreditar que, todos juntos, podemos resolver os graves problemas do País. Recuso a política das meias palavras determinadas pela mera vontade de somar votos ou pelas conveniências da conjuntura. A verdade é para mim um imperativo ético e um compromisso de honra. Esta é uma candidatura de verdade. Não desisto dos objectivos, não vacilo na determinação e não escamoteio as dificuldades. Só um compromisso com a verdade legítima a acção política. Em democracia, uma escolha falseada é uma escolha ferida de morte.

4. Confiança – Assumo a determinação de restituir a confiança aos portugueses. A confiança no PSD e a confiança no exercício da política colocada ao serviço do cidadão e da cidadania. Quero um PSD credível para voltar a merecer a confiança dos portugueses. Para isso assumo a exigência de reconstruir a base programática da social democracia, de restituir ao PSD um rumo claro e ajustado à sociedade dos nossos dias, reflectindo os anseios e as ambições das novas gerações.

5. Esperança – Esta é uma candidatura de esperança. Quero um Portugal renovado; recuso um Portugal adiado e entregue à desilusão. A esperança é o pilar da minha determinação. Não me conformo com fatalismos, nem aceito o comodismo da mediocridade. Acredito nos portugueses, na sua criatividade, na sua capacidade de criar riqueza, no seu imenso potencial de construir uma sociedade mais justa e mais solidária. A esperança é possível. Os portugueses precisam que lha devolvamos.

6. Mudança – Há momentos em que é preciso assumir a coragem de mudar. Acredito convictamente numa mudança que tenha a marca da evolução. Proponho desde logo uma mudança profunda no PSD. E ambiciono uma nova evolução para Portugal, restituindo a esperança aos portugueses. Sei o que representa mudar. Quero que o PSD se reencontre com o melhor de si próprio, com a sua história e com o seu enorme potencial futuro. Só então o PSD poderá ser capaz de construir e de apresentar um projecto estratégico para Portugal. O PSD conduziu as principais transformações que possibilitaram a consolidação do Portugal democrático. É hora de o PSD construir uma nova ambição para Portugal, uma ambição em que os portugueses se possam rever e acreditar.

7. União – Esta candidatura acredita na união de propósitos, não acredita no unanimismo de conveniências. A melhor união é a que se faz na diversidade. Por isso não quero a união pela união, nem a aceito como um fim em si mesmo. A união deve ser conjugada com o princípio da responsabilidade institucional, não deve ser um factor limitativo do pluralismo. A promoção do debate de ideias e do confronto de pontos de vista é o mais seguro caminho para consolidar opções. Defendo a necessidade de união dos militantes do PSD no propósito de construir um projecto transformador para Portugal.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

O Dever da Verdade

Este fim-de-semana li "O Dever da Verdade" de Medina Carreira, um livro pequeno em páginas mas importante em conteúdo.

Medina Carreira trata neste livro -publicado em Setembro de 2007, sob a forma de uma extensa entrevista- de factos, e de uma forma simples e directa demonstra como é que o país caminha para a exaustão, com uma “população «asilada» no Estado e que vive à custa dos impostos que ultrapassa já os 5 milhões (…) que correspondem a mais de 50% dos residentes e a 60% do eleitorado”, e os seus cidadãos para a escravidão.

Sempre que falarmos de Portugal e da relação do Estado com (contra!) os cidadãos (e à custa dos contribuintes!), valia a pena reler este livro, porque apesar de reflectir o que Medina Carreira pensa e afirma, é de factos que trata. E factos são factos, mesmo quando a maioria não os quer ver.

p.s.1 - Vale a pena ler o que
aqui é dito sobre este livro;

p.s.2 - Ricardo Costa é (!) co-autor do livro, para o qual contribui com perguntas, a maioria das quais já foram ou seriam feitas por qualquer jornalista, a Medina Carreira. Ele é foto na capa, é resumo do CV, foto e texto na contracapa...e falta de vergonha na forma como se “apropria” do saber de Medina Carreira, única razão pela qual as pessoas compram o livro.

domingo, dezembro 30, 2007

«Por que no te callas?»

“Responsável da ASAE diz haver restaurantes a mais”…e que Portugal tem "três vezes mais restaurantes por habitante do que a média europeia"…ora, como é “evidente” para o senhor ”Isto não tem viabilidade económica"…

Quais mercado, quais liberdade de escolha em abrir restaurantes e os clientes escolherem os que singram e os que fecham…é para fechar e mais nada! “Diz” o senhor estas aleivosias, ao melhor estilo soviético, sem que ninguém o mande calar!

Mas, sorte a nossa, “tudo o que se fazia antigamente dentro das casas das pessoas continua a fazer-se”...

É de reparar no pormenor do "contínua a fazer-se"…sim, continua por ora, porque lá chegará o dia em que também se tratará do que as pessoas fazem dentro das suas casas.

Triste sina esta, a de uma país que não preza e não luta pela liberdade!

sábado, dezembro 15, 2007

citando

"Vivemos sobre um despotismo 'iluminado' que não aceita a irregularidade, a dissidência, o direito de cada um à sua própria vida e ao uso irrestrito da sua própria cabeça."

Vasco Pulido Valente, 2007.11.25

domingo, dezembro 02, 2007

isto das trivelas é assim









"Trivela é um tipo de passe/remate aplicado no futebol. É uma técnica de passe/remate relativamente recente e ainda pouco utilizada pela generalidade dos futebolistas (e, acrescento eu, pela generalidade dos clubes), pois exige uma particularmente elevada capacidade técnica (que, acrescento eu, esses clubes manifestamente não têm). Executado com a parte exterior do pé, é de difícil execução, mas também de grande espectacularidade e imprevisibilidade (e, acrescento eu, é coisa para dar um TRI...coisa habitual, por sinal).", in Wikipédia.

sexta-feira, outubro 05, 2007

e eu que nunca me tinha lembrado disto...

"Gostaria de propor aos portugueses um novo olhar sobre a escola, sobre o modelo escolar construído à luz da ideia da inovação social"
...afirmou o presidente da República.

quarta-feira, setembro 26, 2007

Bem sei que este raio de taça foi criada para ver se os outros ganham alguma coisa, mas porra, não havia necessidade

Ainda por lá havia um par de fotos que os nervos não me permitiram copiar...

"Jesualdo diz que está triste, «frustrado e com algum sentimento de vergonha». Algum? É caso para isso. Para ter muita vergonha na cara, depois de repetir a gracinha do ano passado, no jogo com o Atlético. Ele e a canalha que jogou daquela maneira, como uma equipa de bovinos esdrúxulos, um bando de repolhos mancomunados em púrria para envergonhar as camisolas do FC Porto e todo o brio que os seus adeptos merecem.Poupar a equipa? Como é possível pensar numa barbaridade dessas ao fim de seis jogos, nem por isso absolutamente brilhantes? Como é possível que esse bando de avestruzes coxas se comporte em campo dessa maneira, como se estivesse à espera da «paragem de Inverno»?"

Em "O cantinho do hooligan. Nova aparição da Sra. de Fátima".

domingo, setembro 23, 2007

caminho sinuoso, mas imparável

"O procurador-geral da República (PGR) vai ficar sem autonomia para atribuir a uma determinada polícia uma investigação criminal. É o que resulta da proposta de Lei da Organização da Investigação Criminal (LOIC) que o Governo está a preparar para levar à Assembleia da República (AR). Este futuro diploma vai obrigar a que o PGR, antes de tomar uma decisão daquele teor, consulte sempre o secretário-geral do Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), que depende do primeiro-ministro."

Com tranquilidade

ele há coisas que são como são e assim é que são boas.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Regionalização - quanto mais se espera...

mais o Norte, o Centro e Portugal se vão afundando...
"Não há, em nenhum país da União Europeia a Quinze, uma única região com menor capacidade para criar riqueza do que o Centro e o Norte de Portugal"

domingo, setembro 09, 2007

Força Lobos


Estes sim, têm um Mister e fibra de campeão...


Os "All Blacks" que se cuidem!

Devia ser deportado

é quem não consegue ganhar dois jogos consecutivos, tendo no "seu plantel" Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Deco, Bosingwa, ...
é que só complica...

"Quaresma, que continua a fazer maravilhas no F.C. Porto, é daquelas raras almas que resolvem um jogo de um momento para o outro. Mas não. No banco é que está bem..."

Devem ter distribuído cópias do GULAG*

""A 31ª edição da Festa do "Avante!", que começou ontem a chamar à Quinta da Atalaia uma enchente de festivaleiros ou amigos do partido, apostou todas as cartas na comemoração dos 90 anos da Revolução russa de 1917, um dos fulcrais pontos de partida da história do comunismo.

Há, claro, quem se mostre mais conhecedor. Como Igor Marques, militante da JCP, de 22 anos, natural de Viseu: "A revolução marca o início, em termos práticos, do movimento comunista, mas também ajudou ao desenvolvimento do mundo em geral"

António Rodrigues, organizador responsável pelo gabinete de imprensa, explica a comemoração desta revolução. O pavilhão dos 90 anos da revolução celebra "uma experiência na transformação e nas conquistas sociais, é um marco histórico na humanidade"."

*Arquipélago de Gulag, Alexandre Soljenitsine, Livraria Bertrand

segunda-feira, setembro 03, 2007

Vale a pena ver o bandido...

Este senhor foi "porta-voz" de um grupo de arruaceiros que destruíram propriedade privada e destruíram um negócio legal. Ladrão algum deveria ter cobertura dos media.

Mas ser convidado para a TV para assim ser brilhantemente desmontado todo o seu patético discurso, por este excelente jornalista que é Mário Crespo, valeu bem a pena. Só foi pena a GNR não o ter convidado para lhe desmontar a liberdade de que goza, colocando-o no único lugar onde deveria estar, atrás das grades
.
(via Blasfémias)

quinta-feira, agosto 30, 2007

Grupo Ryanair

Próprio de campeões: Eficaz, bom (espectáculo) e barato:

Grupo A: Liverpool (Ing). FC Porto (Por). Marselha (Fra). Besiktas* (Tur).

*deve estar para breve abertura da rota Ryanair: Porto - Istambul

terça-feira, agosto 28, 2007

Partilha

Livros que aconselho: "Título, Autor, Editora, ISBN":

  • Capitalism and Freedom, Milton Friedman, The University of Chicago Press, 0-226-26421-1
  • Nós, Europeus, Richard Hill, Edições ASA, 972-41-2420-7
  • Os Intelectuais e o Liberalismo, Raymond Boudon, Gradiva, 989-616-016-3
  • The Road to Serfdom, F. A. Hayek, The University of Chicago Press, 0-226-32061-8
  • Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, Ed. Livros do Brasil
  • Da Democracia na América, Alexis de Tocqueville, Principia, Publicações Universitárias e Científicas, 9-789728-500467
  • Free World, A América, A Europa e o Futuro do Ocidente, Timothy Garton Ash, , Alêtheia Editores, 9-789896-220365
  • Não há lugar para divorciadas, Francisco Moita Flores, 972-46-1456-5
  • O Império Acabou. E agora?, diálogos com Agostinho da Silva, Antónia de Sousa, Notícias Editorial, 972-46-1123-X
  • Os 5000 anos de História e Fé do Povo Judeu, Cartas à Tia Fori, Martin Gilbert, Alêtheia Editores, 989-622-034-4
  • Biografia Thomas More, Peter Ackroyd , Bertrand Editora, 972-25-1334-6
  • Eu Tenho um Sonho - A Autobiografia de Martin Luther King, Martin Luther King , Editorial Bizâncio, 972-53-0189-7
  • Execution - The Discipline of Getting Things Done, Larry Bossidy & Ram Charan, Crown Business, 0-609-61057-0
  • O Futuro da Liberdade, Fareed Zakaria, Gradiva, 972-662-982-9
  • O Mundo é Plano - Uma Breve História do Século XXI, Friedman, Thomas, Actual Editora, 972-99-7201-x
  • PORTO: O Sentimento da História, Helder Pacheco, Edições Afrontamento, 972-36-0806-5
  • Jack Welch, Straignt from the Gut, Jack Welch with John A. Byrne; Head Line Book Publishing, 0-7472-4979-2
  • DIPLOMACIA, Henry Kissinger, Gradima, 972-662-451-7
  • WINSTON CHURCHILL: uma vida biografia, Sir Martin Gilbert, Bertrand Editora, 972-25-1233-1
  • AFONSO HENRIQUES – Biografia, Diogo Freitas do Amaral, Bertrand Editora, 972-25-1157-2

E, já agora, agradeço sugestões.

sábado, agosto 25, 2007

Simplex by CMPC

A Câmara Municipal de Penalva do Castelo (CMPC) tomou uma decisão inédita a nível nacional: reduzir em 2,5% o IRS (Rendimento das Pessoas Singulares) de todas as pessoas que tenham, ou venham a ter, domicílio fiscal no concelho.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Ele há coisas fantásticas…

Impressiona a "capacidade" que alguns ditos "intelectuais" têm em não perceber patavina do que o João Miranda “diz” ou “pretende dizer”. Por vezes não concordo com as opiniões (se é que são opiniões!!!) do João Miranda, como acontece legitimamente em relação com as opiniões de muito boa gente, o que é saudável, pois significa que –mesmo se errado- penso pela minha cabeça, o que já não é pouco (pensar!).

Mas reconheço no João Miranda, mesmo quando o objectivo é (será?) apenas despoletar a polémica, um raciocínio a maior parte das vezes brilhante e uma capacidade para tocar no essencial, que não reconheço em muita da gente que leio e mesmo que conheço. O João Miranda (como também o CAA), claramente merece o lugar, pelo mérito, de comentador na imprensa “dita séria” nacional. Felizmente que tal tem vindo a ser percebido por essa mesma imprensa.

Finalmente começa a furar-se a patético situação de serem sempre os mesmos, mesmo quando medíocres, a destilar a sua pretensa intelectualidade pelos media nacionais.

Este pessoal não está preparado para o Tuga

Exporta Conhecimento:

"mas trocou a sua profissão de electricista e de "funcionário público" em Matosinhos por uma vida nas ruas de Copenhaga, onde recolhe garrafas e tem um "ordenado" invejável."

Com jeitinho, lá chegará o dia em que dá o golpe "Social":

"Mas é na Dinamarca que se sente bem e espera um dia conseguir integrar-se no sistema de segurança social, para poder ter um tecto que subsistua as ruas."
É um artista, ao seu melhor nível:
"Aqui dão aos sem-abrigo um mínimo de 7.000 coroas dinamarquesas", ou "até mais". Por isso, "Porto" diz que vive bem, que todos os anos passa "duas a três semanas" de férias em Portugal e que "só" viaja de avião.

domingo, julho 29, 2007

Que seja a primeira...

de muitas mais...parabéns ao português Manuel José!

Também de parabéns está o Leiria,

...que isto hoje correu bem aos portugueses.

sexta-feira, julho 27, 2007

Por acaso não acho bem

Este senhor, que até não percebia a razão da pergunta, só porque nunca na vida ganhou coisa alguma, foi "demitido". Acho mal...

E este senhor que constituía uma garantia que "o clube" não ganharia coisa nenhuma, "abandona". Acho mal...

quarta-feira, julho 25, 2007

Contra o medo, liberdade

Vale a pena ler. Manuel Alegre tem uma visão do mundo muito diferente da minha, raramente concordo com as soluções que "apresenta" para o país, mas tem aquela "coisa" que admiro nos homens, que é saber o que é mais importante, a Liberdade, e não se calar mesmo quando, no seu partido, quase todos já se calaram.
"Então porquê a sensação de que nem sempre convém dizer o que se pensa? Porquê o medo? De quem e de quê? Talvez os fantasmas estejam na própria sociedade e sejam fruto da inexistência de uma cultura de liberdade individual."
Yes!

terça-feira, julho 24, 2007

Londres e Paris têm wi-fi à borla

"Em Londres o projecto é de duas entidades privadas e será sustentado por publicidade; em Paris a rede será gerida pelo município (540 mil euros/ano pagos pelo Estado Francês)", in Suplemento Digital do Público, 21 julho

Um doce para quem descobrir o que vai acontecer em poucos anos: que rede funcionará melhor? que rede terá melhor relação custo/beneficio?

Já “dando de barato” isso dos custos para o contribuinte e do Estado a fazer concorrência os privados, que é coisa que lá (França), como cá, não chateia muita gente.

quinta-feira, julho 19, 2007

de um Porto mais liberal

"Portugal, precisa de Norte e, antes de mais, de um olhar a partir de um Porto mais liberal, e por isso mais capaz de se sintonizar com o País de modo a ajudar a dar vida a um Portugal mais contemporâneo e mais presente no variado e difícil concerto das Nações."

José Manuel Moreira iniciou assim a sua colaboração no cada vez melhor Portugal Contemporâneo, agora com Rui Albuquerque, Pedro Arroja e José Manuel Moreira.

quarta-feira, julho 18, 2007

benditos, os politicamente incorrectos

Má educação*, PUBLICO-15.07.2007-Vasco Pulido Valente

"Não sei como a minha geração, que viveu em permanente perigo de morte, conseguiu chegar à idade adulta. A bolas-de-berlim, por exemplo. Quando, em 1940 ou 50, comecei a ir à praia, comia bolas-de-berlim, com a criminosa colaboração da minha família. Aparecia a D. Aida com a sua lata e, em dez minutos, lá iam duas bolas a escorrer de creme, sem qualquer investigação ou autorização do Estado. O Estado nessa altura não se interessava pela minha saúde. Fazia mal, fazia muito mal.

Agora felizmente existe uma Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a ASAE, que vigia este delicado comércio. As bolas têm hoje de estar em malas térmicas com uma temperatura de, pelo menos, 7 graus, têm de ser servidas com pinças (suponho que para evitar o pernicioso contacto da mão humana) e os vendedores têm, como é natural, de tirar um curso especial de "manuseamento". As multas vão até aos 3740 euros; coisa que se percebe muito bem quando se trata de combater a bactéria e a toxina e, sobretudo, de proteger a infância.(...) E a ASAE não hesita. Na festa de Odivelas, fechou 16 barracas que vendiam "alimentos", por "falta de higiene" e "deficientes condições técnico-funcionais", e aprendeu 25 quilos de produtos "fora das regras". Quantas vidas não salvou com esta intervenção paternal? E que exemplo não deu a dezenas de loucas localidades, que preparam festas sem o escrúpulo e a assepsia que o nosso querido corpo exige.(...)

Na minha adolescência, era permitido ver filmes em que os cowboys matavam índios do princípio ao fim: um espectáculo deletério e deformador, que fica para sempre. Às vezes penso que, sem as bolas-de-berlim da D. Aida, sem as feiras populares por onde inconscientemente andei e sem cowboys, seria com certeza uma pessoa muito melhor. (...) "

*já o tinha lido no Público, revi hoje no MissPearls

domingo, julho 15, 2007

ele há momentos que dizem tudo...

na sede da campanha do novo salvador da capital (logo da pátria, quem sabe do mundo…), perguntava um alegre repórter, ao povo, de que freguesia vinha (parece que há umas 53 lá na terrinha) e eles respondiam...Famalicão, Teixoso, Cabeceiras de Basto,...e outras que agora não se me recorda, mas tudo terras do mais"alfacinha"...

Dizia mesmo uma fervorosa apoiante lá do "Costa da Capital", que lhe tinham dito que era para ir à Capital do Reino e ela lá foi, só não sabia ou que veio, mas lá estava...

.... bendita democracia esta onde o povo, nas “camenétas” do partido, assim se desloca para vitoriar os seus salvadores…

p.s. parece que os das 53 freguesias estavam a banhos lá para os ALLgarves…

questionado sobre uma eventual saída

...disse não perceber a razão da pergunta!!!

quarta-feira, julho 11, 2007

Estranho povo...que despreza a Liberdade

Este novo caso que opõe o Público à Entidade Reguladora para a Comunicação (hoje ERC, em tempos idos com outras designações...), não mostra o fim, nem sequer o início do fim, da liberdade, mas apenas reflecte o percurso sistemático que vem sendo trilhado, e que este governo “eficientemente” tem reforçado.

Foi assim no passado, e será assim no futuro, o caminho para a ditadura, o caminho para a servidão. Infelizmente, para os que ainda consideram a liberdade a maior das conquistas, são mais os Portugueses que aplaudem do que os que combatem. Parece existir no íntimo “do Português” uma fé inexplicável no "bom ditador", aquele que põe na linha os "maus", que para cada um são todos os outros Portugueses, excepto ele. Infelizmente para todos os outros somos nós, apenas não sabemos quando.

“Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
Maiakovski , Poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin… escreveu, ainda no início do século XX”.


Hoje, no Público, apenas foi destacado mais um passo…no caminho para a servidão.

quinta-feira, julho 05, 2007

uma utopia inexequível*

"Numa pequena cidade do Estado americano de New Jersey, comentava-se há dias numa reportagem televisiva que os órgãos municipais estavam abertos e funcionavam somente durante três dias por semana. A razão era simples: o Partido Republicano local, que a governa desde sempre, entende que o governo deve ser módico, minimamente interventivo, e que deve deixar os cidadãos conduzir as suas vidas, sem os maçar permanentemente. Em seguimento lógico deste minimalismo governativo, as autoridades locais aplicam uma reduzida carga fiscal, proporcional aos serviços prestados, e muito menor do que poderiam, se quisessem, cobrar. No fim de contas, dizem, o governo existe para servir os cidadãos na justa medida do que eles podem precisar e requerer. Tudo quanto seja ultrapassar isso é considerado abuso, logo, não é tolerável. Em última instância, tratar-se-ia de meter o nariz nos "negócios" alheios, o que é uma evidente falta de educação.

Nos Estados Unidos da América, pelo menos em algumas partes do seu imenso território, o liberalismo existe. Afinal, não é uma utopia inexequível."

*obrigado devido ao Rui A. no Portugal Contemporâneo.

sexta-feira, junho 29, 2007

verdade seja dita

Nos últimos dias, ler a já celebre Patricia Lanca, comentada pelo Maradona tem contribuído dignamente para a subida do nível de felicidade. Pena não encontrar correspondência na desejada descida do deficit, esse companheiro de percurso da "alma nacional"…

O Porto não é de fados

com a devida vénia, faço minhas as palavras do CAA, sejam pelo fad0, que sempre me irritou na sua versão "alma nacional", sejam as relativas ao "nosso" Porto, de que sempre gostei, gosto e gostarei.

"Não gosto de fado. Sobretudo do ‘choradinho’. Recuso os queixumes funcionais das carpideiras. Não gosto de lamentos inconsequentes. Rejeito a masturbação da dor tornada compulsividade obsessiva. No fado, o gemido mais ou menos melódico deixa de ser um meio para constituir o único fim. O fado é a apologia da desventura, é o elogio babado do infortúnio. Mas o pior do fado é a crença irracional num destino sempre magoado e arrependido. O fado aniquila o alento e o rasgo essenciais para se sair da aflição – o fado exalta e eterniza a desgraça.No último ‘Prós e Contras’, o Porto cantou um triste fado abdicando de toda a sua diferença. O diagnóstico dos males está feito há muito – calemos o fado! Agora, o que importa é o Porto voltar a ser aquilo que sempre foi a sua marca: depender apenas de si, ser senhor do seu próprio destino.

domingo, junho 17, 2007

terça-feira, junho 12, 2007

Para memória futura

Lá longe, na margem de cá de um conhecido deserto, um governo de um pobre país decidiu que queria construir um novo aeroporto, não porque dele precisasse para aviões e avionetas, mas por razões que a razão desconhece (ou não…)

Após mil e uma tentativas para explicar o inexplicável, não conseguindo convencer a populaça da bondade de tal vontade…que mesmo na era do conhecimento e da criatividade é difícil justificar tamanho elefante branco!

Mas eis que um dia, talvez pelo respirar dos bons ares do deserto, se faz luz: “e que tal justificar um elefante branco (OTA) como alternativa a outro (Alcochete)?”

Só para que conste, eis a beleza da coisa. Daqui a 6 meses, um magnífico estudo irá justificar que a OTA é melhor que Alcochete e os “OTArios” já se esqueceram do essencial: “não precisamos de estourar com a Portela para fazer um novo elefante branco. Dessa bicharada já nós temos que chegue, e no deserto quem se dá bem são os camelos.

quarta-feira, junho 06, 2007

razão tem este senhor

Para o ministro, ...a passagem da gestão para uma entidade regional "seria a morte do aeroporto Sá Carneiro".

Ou dito em português, para os parolos do Norte perceberem: Vamos lá deixar uma infraestrutura tão bonita como aquela na mão daquelas bestas do Norte. Aquilo ainda é pior que camelos na margem sul.

sábado, junho 02, 2007

não foi este o senhor...

que se pôs ao fresco e deixou o tasco entregue a um organizador de festas? Que, na sequência das sequências, deixou isto a jeito para um centralista iluminado com ares de ditador?

Mesmo não batendo a “Ota com a perdigota”,
fala bem sobre este país, de que ouviu falar, lá isso fala:
“Não, não vou entrar na política portuguesa... Há um problema estrutural português, histórico, de muita centralização. Mas não estou a falar deste ou daquele Governo,... Na UE, não temos de dizer aos países o que devem fazer em termos de descentralização. Não devemos dizê-lo, porque isso seria violar o princípio da subsidiariedade... O que fazemos é colocar recursos ao dispor dos países e das regiões mais carenciados, numa lógica de redistribuição. Compete às autoridades portuguesas avaliar o melhor modo de distribuir esses fundos.”

quarta-feira, maio 30, 2007

Mais coisa menos coisa...

parece que cada lisboeta deve 2.500 euros pela dívida da sua Câmara Municipal.

Eu, se fosse lisboeta (cruzes canhoto!) votava em quem tivesse como programa eleitoral uma única medida: enviar uma cartinha a cada um dos seus concidadãos, dizendo…:

"meu amigo, blá, blá, blá, como sabe eu não tenho nada a ver com o passado e, cá chegado, vi que o meu amigo, blá, blá, blá, deve, mais coisa menos coisa, 2500 euros. Ora, dada a relação de amizade que queremos construir nos próximos 4 anos, faça o favor de fazer cá chegar o “tusto” via chequezito, vale postal, Multibanco ou TGV, para a gente por as contas a zeros, que a vida não está fácil para ninguém.
p.s. se não pagar, teremos todo o gosto em enviar o seu nomezito para aquela famosa lista na Internet, de criminosos da sua laia."

Tomada esta medida, estou certo que os cidadãos dessa rica Lisboa gostariam de saber para que é que os senhores doutores que governam a sua autarquia, bem como aqueles que não governam coisa nenhuma, têm umas dezenas de assessores, e iriam valorizar muito mais todos os fantásticos projectos que lhes fossem propostos para o futuro, e tal e coisa…

Isto em Lisboa dava-me mais prazer -só para que conste- e o fartar vilanagem tem lá sido maior, mas gostaria de ver isto ao nível do país que era para o pessoal perceber que, a pronto ou a prazo, quem paga as OTAs e os TGVs que nos farão uma Suécia reluzente são sempre os mesmos, que isto do “cacau” por estas bandas ainda não cai do céu…

quarta-feira, maio 02, 2007

Meia volta, lá volta a história do Norte

Não concordando com a ideia do "Norte à beira da última oportunidade", nem com 80% do diagnóstico ou das soluções preconizadas, este é assunto a que voltarei.

segunda-feira, abril 30, 2007

Homem Peixe

Martin Strel, esloveno de 52 anos, que recentemente fez (mais um) feito, o de nadar o Amazona de uma ponta à outra, ao lado de piranhas, crocodilos, anacondas, cobras e raias venenosas, tubarões-touro, enguias electrica…e do peixe-palito, cuja especialidade não vou aqui reproduzir…

Que raio de (boa) loucura leva o ser humano a desafiar assim o “mundo” (
www.amazonswim.com), com a vida se necessário, durante 65 dias*90 km/dia...que é só fazer as contas, como diria o outro que também por lá anda a gerar consensos entre os bichinhos.

Este Senhor nada para dizer ao mundo que há um mundo natural para ser protegido e que a amizade é a maior das virtudes humanas…que raio, talvez o mundo não o ouça, mas é bonito existir quem assim nada para lho dizer.

domingo, abril 29, 2007

hoje! correu bem...


Correu bem, a jornada de domingo!

Realizados os jogos mais importantes, Leixões manteve o primeiro lugar e o Guimarães reentrou na luta.

p.s. no jogo dos regionais da 2ª circular, como previsto, o equilíbrio imperou…

sábado, abril 28, 2007

um dia, cada vez mais longe, ainda acaba (!?) esta pouca vergonha...

Ainda a propósito disto, vale a pena ler "What goes around comes around", no "A Arte da Fuga"

em dia sem futebol...

FCP, olé! FCP, olé!

hexacampeão português

de hóquei em patins!

Portugal segundo António Barreto

"A televisão portuguesa está a passar uma série de programas intitulada: Portugal. Um Retrato Social, de autoria de António Barreto, conhecido sociólogo português...Acresce que podemos completar a nossa perspectiva sobre os programas com a leitura de outras obras do autor, em particular, os dois volumes intitulados, precisamente, A Situação Social em Portugal (Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 1996 e 2000).

Antes de mais, os elogios, começando pelos mais importantes. António Barreto revela aqui o seu culto pela qualidade. A série tinha que ter o melhor realizador disponível, Joana Pontes, e a melhor banda sonora, de Rodrigo Leão. Não foram escolhas baseadas na fama ou no êxito, mas sim no gosto do autor, o que deu desde logo uma primeira surpresa agradável, provando serem excelentes escolhas."

(leitura do post, no original, no novo blog, Geração de 60, o que é sempre de saudar)

Sobre "virtudes" públicas

Vale bem a pena ler este artigo do João Miranda.
(post de LR no Blasfémias)

um dia acaba (!?) esta pouca vergonha...

O (bom) facto da Universidade Fernando Pessoa e alguns dos seus licenciados em arquitectura terem exigido indemnizações à Ordem dos Arquitectos pode ser o início do fim de alguma da pouca vergonha que, em Portugal, permite a “Ordens” protegidas por “alvarás” atribuídos pelo Estado funcionarem de forma totalitária, anti-concorrencial e altamente protectora de quem está instalado na profissão, em prejuízo de todos os que legitimamente almejam entrar no mercado.

“Ordens” e outras entidades corporativas, como a inenarrável CTOC, que à custa de leis absurdas têm contribuído para o “roubo” de cidadãos que mais não querem do que chegar, legitimamente, com as suas competências ao mercado.

No nosso país, desde o condicionamento industrial da “velha senhora”, do qual nunca nos libertamos, e sempre em nome da “qualidade” e “protecção dos consumidores” as “Ordens” e quejandos não servem para, legitimamente, validar pela positiva os seus associados e os ajudar a desenvolver profissionalmente, mas para impedir todos os que não lhes pagam o “tributo” de exercer os seus direitos, e isto sempre com a cobertura do Estado.

Às ordens não lhes cabem reconhece cursos, nem prejudicar o direito ao trabalho e o bom-nome das instituições. A sua acção pode e deve ser “qualificante”, se e quando o mercado lhe reconhecer esse papel não quando o Estado lhe dá esse poder.

Pode ser que o acto da UFP e seus alunos seja apenas o primeiro de muitos, que a indemnização a pagar seja tal que a Ordem dos Advogados seja levada à falência e que, de uma vez por todas, se inicio o processo para acabar com esta pouca-vergonha.

quinta-feira, abril 26, 2007

ouvi dizer que...

foi inaugurado um túnel do melhor que já se fez pelo mundo fora...só não pode ser utilizado à noite, que com as luzes os condutores ficam ofuscados com tanta beleza...parece até que ficou baratinho, dá apenas uns trocos a cada um dos papalvos que habitualmente pagam estas obras de arte, aqueles …os contribuintes…sim, esses!

sempre com a mania do...

empreendedorismo e inovação, e quando o homem inova e empreende...vai dentro!

quarta-feira, abril 25, 2007

IRS 2006...

Todos os anos, por esta altura, chega o dia!, melhor dizendo o(s) dia(s)…dedicados ao IRS (Individuo Roubado pela Sociedade). Todos os anos digo que vou despachar o martírio de uma só vez. Mas, todos os anos, o penoso processo se arrasta muitas vezes até á ultima hora do último prazo.

Este ano após o 1º assalto, em que compilei os dados numa folha excel (o que fiz uns 15 dias atrás!), voltei hoje ao 2º assalto, em que passei os dados compilados para aquele inenarrável programa informático (muito melhor que a fila na repartição do outro século, diga-se em abono da verdade!), validei a informação, imprimi o lençol de folhas e simulei a desgraça…isto tudo com o programa a ir abaixo umas 500 vezes nos entretantos, maldizendo eu todos os euros do meu trabalho que o querido Estado me vai roubar para estourar nas OTA´s, TGV´s, SCUT´s e quejandos, sempre em nome do meu bem estar e da competitividade da nação.

Um destes dias, se tudo correr bem, antes da última hora do último prazo, irei finalizar o ritual entregando a declaração, sabendo que mais um ano passou, e mais umas “prestações da nossa competitividade” ajudei a pagar…

terça-feira, abril 24, 2007

Era uma vez na América...

Um destes dias dei com um programa, a “Assembleia da Oprah”, onde a famosa Oprah entrevistava Bill O´Reilly, também ele famoso, apresentador de notícias na Fox News que escreveu “Culture Warrior”, já Best Seller, onde defende que os Tradicionalistas Americanos (onde se inclui) estão em guerra com os Progressistas Seculares.

Não li o livro, e não vou escrever sobre a validade das ideias em discussão. O que é de destacar, mais do que o assunto em discussão, é a discussão em si, onde vários americanos (da “família” do “americano médio”) questionavam, discutiam, debatiam inteligentemente com Bill O´Reilly, numa discussão entre iguais. Algo possível num povo que valoriza a liberdade mais do que a igualdade, e que por esse facto é mais igual que aqueles que, como nós, tudo fazem em nome da igualdade, quase sempre contra a liberdade.


Isto num país tantas vezes diabolizado, num país que, segundo Oprah, é o “único país” onde a sua história é possível, a história de quem vindo do nada chega onde ela chegou. Não é seguramente o único, mas é único na forma como esse sonho é vivido, e por tanta gente tornado realidade.

segunda-feira, abril 09, 2007

Olha, olha...

será que a universidade sempre foi má, ou era boa até ao dia em que apareceram dúvidas sobre certa e determinada licenciatura...

bendito país, em que as decisões são assim tomadas...

perde dois pontos, o...

Beira Mar!...

Dominou adversário, do seu campeonato,

mas a sorte e o "homenzinho de preto"...

quebrou o silêncio

uma proeza, sem rir...hoje, numa rádio, disse uma jornalista:
"Santana Lopes quebrou o silêncio e disse..."

sexta-feira, abril 06, 2007

GOE. Parabéns!

Sempre admirei o Grupo de Operações Especiais da PSP, um grupo de servidores públicos que merece o maior respeito do seu país, e de todos nós que a eles devemos parte da nossa segurança.

Estes homens cumprem a sua função, é verdade, mas contribuem e muito para a concretização de uma das principais funções do Estado, a de garantir a segurança dos seus cidadãos.

Recentemente o GOE celebrou o seu 25º aniversário. Parabéns a todos os homens que ao longo destes 25 anos contribuíram para que o nosso mundo fosse um bocadinho melhor.

Uma força da natureza...

a tempo

e no caminho do título!

Beleza e força da natureza!

Baleia no Sul da Argentina

...

..

.

Um país na senda da felicidade

“Ser estúpido, egoísta e ter boa saúde são três requisitos para a felicidade, mas se a estupidez faltar está tudo perdido”, Gustave Flaubert, escritor (1821-1880)

Uma espécie de Aeroporto…

Consta que é aqui que se vai construir um aeroporto…

e diz-se que é fundamental para a competitividade do país que o vai pagar!...

Uma espécie de serviço público…

"É uma medida que prejudicaria gravemente o serviço público e a televisão portuguesa em geral"