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domingo, dezembro 30, 2007

«Por que no te callas?»

“Responsável da ASAE diz haver restaurantes a mais”…e que Portugal tem "três vezes mais restaurantes por habitante do que a média europeia"…ora, como é “evidente” para o senhor ”Isto não tem viabilidade económica"…

Quais mercado, quais liberdade de escolha em abrir restaurantes e os clientes escolherem os que singram e os que fecham…é para fechar e mais nada! “Diz” o senhor estas aleivosias, ao melhor estilo soviético, sem que ninguém o mande calar!

Mas, sorte a nossa, “tudo o que se fazia antigamente dentro das casas das pessoas continua a fazer-se”...

É de reparar no pormenor do "contínua a fazer-se"…sim, continua por ora, porque lá chegará o dia em que também se tratará do que as pessoas fazem dentro das suas casas.

Triste sina esta, a de uma país que não preza e não luta pela liberdade!

sábado, dezembro 15, 2007

citando

"Vivemos sobre um despotismo 'iluminado' que não aceita a irregularidade, a dissidência, o direito de cada um à sua própria vida e ao uso irrestrito da sua própria cabeça."

Vasco Pulido Valente, 2007.11.25

domingo, setembro 23, 2007

caminho sinuoso, mas imparável

"O procurador-geral da República (PGR) vai ficar sem autonomia para atribuir a uma determinada polícia uma investigação criminal. É o que resulta da proposta de Lei da Organização da Investigação Criminal (LOIC) que o Governo está a preparar para levar à Assembleia da República (AR). Este futuro diploma vai obrigar a que o PGR, antes de tomar uma decisão daquele teor, consulte sempre o secretário-geral do Sistema Integrado de Segurança Interna (SISI), que depende do primeiro-ministro."

quarta-feira, julho 18, 2007

benditos, os politicamente incorrectos

Má educação*, PUBLICO-15.07.2007-Vasco Pulido Valente

"Não sei como a minha geração, que viveu em permanente perigo de morte, conseguiu chegar à idade adulta. A bolas-de-berlim, por exemplo. Quando, em 1940 ou 50, comecei a ir à praia, comia bolas-de-berlim, com a criminosa colaboração da minha família. Aparecia a D. Aida com a sua lata e, em dez minutos, lá iam duas bolas a escorrer de creme, sem qualquer investigação ou autorização do Estado. O Estado nessa altura não se interessava pela minha saúde. Fazia mal, fazia muito mal.

Agora felizmente existe uma Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a ASAE, que vigia este delicado comércio. As bolas têm hoje de estar em malas térmicas com uma temperatura de, pelo menos, 7 graus, têm de ser servidas com pinças (suponho que para evitar o pernicioso contacto da mão humana) e os vendedores têm, como é natural, de tirar um curso especial de "manuseamento". As multas vão até aos 3740 euros; coisa que se percebe muito bem quando se trata de combater a bactéria e a toxina e, sobretudo, de proteger a infância.(...) E a ASAE não hesita. Na festa de Odivelas, fechou 16 barracas que vendiam "alimentos", por "falta de higiene" e "deficientes condições técnico-funcionais", e aprendeu 25 quilos de produtos "fora das regras". Quantas vidas não salvou com esta intervenção paternal? E que exemplo não deu a dezenas de loucas localidades, que preparam festas sem o escrúpulo e a assepsia que o nosso querido corpo exige.(...)

Na minha adolescência, era permitido ver filmes em que os cowboys matavam índios do princípio ao fim: um espectáculo deletério e deformador, que fica para sempre. Às vezes penso que, sem as bolas-de-berlim da D. Aida, sem as feiras populares por onde inconscientemente andei e sem cowboys, seria com certeza uma pessoa muito melhor. (...) "

*já o tinha lido no Público, revi hoje no MissPearls

quarta-feira, julho 11, 2007

Estranho povo...que despreza a Liberdade

Este novo caso que opõe o Público à Entidade Reguladora para a Comunicação (hoje ERC, em tempos idos com outras designações...), não mostra o fim, nem sequer o início do fim, da liberdade, mas apenas reflecte o percurso sistemático que vem sendo trilhado, e que este governo “eficientemente” tem reforçado.

Foi assim no passado, e será assim no futuro, o caminho para a ditadura, o caminho para a servidão. Infelizmente, para os que ainda consideram a liberdade a maior das conquistas, são mais os Portugueses que aplaudem do que os que combatem. Parece existir no íntimo “do Português” uma fé inexplicável no "bom ditador", aquele que põe na linha os "maus", que para cada um são todos os outros Portugueses, excepto ele. Infelizmente para todos os outros somos nós, apenas não sabemos quando.

“Na primeira noite, eles se aproximam e colhem uma flor de nosso jardim. E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam nosso cão. E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.
Maiakovski , Poeta russo "suicidado" após a revolução de Lenin… escreveu, ainda no início do século XX”.


Hoje, no Público, apenas foi destacado mais um passo…no caminho para a servidão.

sábado, abril 28, 2007

um dia, cada vez mais longe, ainda acaba (!?) esta pouca vergonha...

Ainda a propósito disto, vale a pena ler "What goes around comes around", no "A Arte da Fuga"

um dia acaba (!?) esta pouca vergonha...

O (bom) facto da Universidade Fernando Pessoa e alguns dos seus licenciados em arquitectura terem exigido indemnizações à Ordem dos Arquitectos pode ser o início do fim de alguma da pouca vergonha que, em Portugal, permite a “Ordens” protegidas por “alvarás” atribuídos pelo Estado funcionarem de forma totalitária, anti-concorrencial e altamente protectora de quem está instalado na profissão, em prejuízo de todos os que legitimamente almejam entrar no mercado.

“Ordens” e outras entidades corporativas, como a inenarrável CTOC, que à custa de leis absurdas têm contribuído para o “roubo” de cidadãos que mais não querem do que chegar, legitimamente, com as suas competências ao mercado.

No nosso país, desde o condicionamento industrial da “velha senhora”, do qual nunca nos libertamos, e sempre em nome da “qualidade” e “protecção dos consumidores” as “Ordens” e quejandos não servem para, legitimamente, validar pela positiva os seus associados e os ajudar a desenvolver profissionalmente, mas para impedir todos os que não lhes pagam o “tributo” de exercer os seus direitos, e isto sempre com a cobertura do Estado.

Às ordens não lhes cabem reconhece cursos, nem prejudicar o direito ao trabalho e o bom-nome das instituições. A sua acção pode e deve ser “qualificante”, se e quando o mercado lhe reconhecer esse papel não quando o Estado lhe dá esse poder.

Pode ser que o acto da UFP e seus alunos seja apenas o primeiro de muitos, que a indemnização a pagar seja tal que a Ordem dos Advogados seja levada à falência e que, de uma vez por todas, se inicio o processo para acabar com esta pouca-vergonha.

quarta-feira, abril 25, 2007

IRS 2006...

Todos os anos, por esta altura, chega o dia!, melhor dizendo o(s) dia(s)…dedicados ao IRS (Individuo Roubado pela Sociedade). Todos os anos digo que vou despachar o martírio de uma só vez. Mas, todos os anos, o penoso processo se arrasta muitas vezes até á ultima hora do último prazo.

Este ano após o 1º assalto, em que compilei os dados numa folha excel (o que fiz uns 15 dias atrás!), voltei hoje ao 2º assalto, em que passei os dados compilados para aquele inenarrável programa informático (muito melhor que a fila na repartição do outro século, diga-se em abono da verdade!), validei a informação, imprimi o lençol de folhas e simulei a desgraça…isto tudo com o programa a ir abaixo umas 500 vezes nos entretantos, maldizendo eu todos os euros do meu trabalho que o querido Estado me vai roubar para estourar nas OTA´s, TGV´s, SCUT´s e quejandos, sempre em nome do meu bem estar e da competitividade da nação.

Um destes dias, se tudo correr bem, antes da última hora do último prazo, irei finalizar o ritual entregando a declaração, sabendo que mais um ano passou, e mais umas “prestações da nossa competitividade” ajudei a pagar…

terça-feira, março 20, 2007

hoje a TV, amanhã...

Passo a passo, com o método próprio de quem sabe onde quer chegar, o “governo da nação” trilha o caminho...

Feliz do povo que tem quem lhe cuide de “
satisfazer as necessidades formativas, informativas, culturais e recreativas

domingo, fevereiro 25, 2007

PNAAEI! novo plano para a felicidade...


Plano Nacional de Acção para o Ano Europeu da Igualdade

“a instrução é europeia: a igualdade entre homens e mulheres deve ser transversal...” e, segundo o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, “tudo é avaliado sob o impacte de género”
(bonito o português, língua em uma parvoíce destas soa bem!)

Assim, poupando os pormenores, como noticiava o Público de 23fev, vamos ter o “camião TIR da igualdade recheado de material didáctico sobre as diversas discriminações” a “percorrer o país para falar de igualdade, com paragens de uma semana em várias localidades...”, assim tipo:
é pegar freguês, que está fresquinha, a igualdade para "todos" os géneros, é pegar freguês que é coisa boa, e quem paga é o contribuinte…

PNAAEI!!!...ou mais uma história do “género” do dinheirinho que não custa a ganhar…