quinta-feira, fevereiro 01, 2007

"Educação à indiana"


no muito bom A Vida em Deli

"...os estudantes indianos são a “nata”. Não esbanjam fundos comunitários em semestres de intercâmbio Erasmus, para se embebedarem nas noitadas e se orgulharem de não terem posto os pés nas aulas. Aqui, quem não dá o máximo arrisca-se a ser substituído. Mais de 200.000 jovens candidatam-se anualmente ao Indian Institute of Managment de Bangalore. Apenas 250 são aceites. É o reino da competitividade pura, dura e, acima de tudo, justa. (...) Figuras como Zarkaria, Sen, Nooyi e Mittal não são fruto do acaso ou representantes de uma típica elite terceiro-mundista assimilada. Reflectem a emergência indiana por via da educação e simbolizam o sucesso de um sistema flexível, democrático e inovador que, apesar de todas as suas limitações, está a provocar profundos rombos no casco do velho galeão que é a educação na Europa."

por cá, discutimos as medidas dos cabides nas escolas...
vai ser lindo o futuro, vai!

País sem memória

Hoje, Nuno Grande no JN,

“Considerar António Oliveira Salazar entre as dez maiores personalidades portuguesas é uma evidente agressão à memória colectiva do nosso país. É esquecer que impôs uma sociedade inculta e sem perspectivas de progresso..."

O concurso vale o que vale, que é nada. Não nos representa, nem é representativo. Já a opinião sobre Salazar, essa convém ficar registada.

uma espécie de ministro...


Apesar de até concordar com o João Miranda e com o Paulo Gorjão, o que gostaria mesmo era de ter ouvido aquela espécie de ministro da economia a falar à JCD (com "empréstimo" de imagem):
  • "Senhores empresários, por favor, invistam em Portugal. Não há outro país como o nosso. Podem criar a empresa numa hora, mas depois, enquanto aguardam longos anos por dezenas de licenças, autorizações, certidões, permissões, registos, despachos e alvarás, terão a oportunidade única de conhecer detalhadamente o nosso país, as nossas praias e a nossa gastronomia. Garantimo-vos que, se e quando obtiverem as últimas licenças, as primeiras já caducaram, o que vos permitirá criar ligações de amizade perenes com os responsáveis de vários organismos públicos. Vão encontrar dezenas de entidades que não conversam umas com as outras a impor-vos transformações nos vossos projectos, todas elas contraditórias de tal modo que se divertirão imenso a tentar desatar os nós para descobrir uma solução que satisfaça a todas - é como um puzzle, um grande divertimento, em que nunca se sabe se é possível chegar ao fim. Em nenhum outro país encontrarão tantos responsáveis interessados no vosso projecto e com tanta vontade de contribuir para o seu sucesso. Vão afrontar os pequenos poderes de meia dúzia de institutos ambientais, de câmaras municipais em que uns vereadores irão contrariar as decisões do outros, sempre no intuito de vos ajudar. Também terão a colaboração das Juntas de Freguesia, organismos do Ministério da Economia, do Ministério do Trabalho, do Ministério das Finanças, do Instituto de Emprego e de mais mais dúzia de entidades reguladoras que vos darão bastante trabalho durante todo o tempo em que se mantiverem no nosso país. Vão também ter o prazer de encontrar as leis do trabalho mais rígidas da Europa, o que vos permitirá prescindir de uma gestão de recursos humanos moderna. Divertir-se-ão como no cinema com uma autoridade fiscal especializada no paga agora e discute depois, que vos pedirá para liquidar impostos que já pagaram e outros que nunca imaginariam pagar. Poderão surpreender os vossos amigos na China, deixando-os de olhos em bico, descrevendo-lhes as leis tributárias portuguesas, contando-lhes histórias de impostos que eles nunca ouviram falar, como o Imposto de Selo e vangloriarem-se dos métodos utilizados para ultrapassar a legislação mais inibidora do investimento e do desenvolvimento do mundo moderno. Os vossos conterrâneos vão ficar amarelos de inveja quando lhes contarem que em Portugal, não há preocupações com a justiça. Quaisquer problemas legais só serão resolvidos na próxima geração. E finalmente, em Portugal encontrarão os sindicatos mais retrógrados da Europa, que vos ajudarão a encerrar a empresa mais depressa minimizando-vos os prejuízos quando se quiserem ir embora para outro lado qualquer.
Bastaria dizer isto. Qualquer um entenderia que com este cenário, os nossos salários não poderiam ser grande coisa.”
(alguém sabe para que serve um Ministério da Economia?)

bom ser no Porto, pena não ser nos Aliados

o JN, hoje, está catita...

“Antes do Verão, a TMN vai abrir, no Porto, o mais ambicioso espaço comercial de telecomunicações do país. Uma Megastore da empresa vai nascer na Rotunda da Boavista, nas antigas instalações da TAP, um edifício de quatro andares, que, paralelamente à oferta de serviços e produtos da operadora, será palco de eventos culturais, musicais e de negócios.”

o exemplo de um homem



Hélder Pacheco, hoje no JN:


    • “Eis o exemplo de um homem em toda a sua dignidade tenaz, honrado, imaginativo. Um homem que representa o verdadeiro país. Um exemplo autêntico do que agora chamam empreendedorismo”.

tudo na boa...

Hoje, no JN, ficamos a saber que vai ser dado mais um passo, hoje no caminho da centralização, amanhã no da servidão...

“O Governo vai retirar a gestão da Empresa Metro do Porto aos autarcas da região. O JN apurou que o novo modelo de governação, que deve ser apresentado na próxima semana, prevê uma gestão profissionalizada e com controlo maioritário do Estado”

adorei a parte da “gestão profissionalizada”!

e eu, onde é que me inscrevo?

hoje, estou com o Gabriel:

«CLUBE DOS AMIGOS DE MANUEL PINHO - O ministro da Economia nunca nos desilude. Ele é de confiança. Quando Manuel Pinho intervém já sabemos que vai haver borrasca. E eu gosto desta previsibilidade. Dá-nos segurança. Lembra-nos que, nesta época de incertezas, há coisas que não mudam. Uma delas é a trajectória do Sol. Uma outra é o astro Pinho. Certinho como um relógio suíço.» por Paulo Gorjão

que mal pergunte

como? será que nos podia explicar?

...é que eu também queria duplicar,
assim a modos para começo de conversa!!!

Uns e os outros








Uns contratam esperanças, outros...ou a (triste) história de quem já foi grande, e Ninja...e anda agora no meio de passarinhos!!!

domingo, janeiro 28, 2007

devia, pois devia

"Toda a vida quis ser alguém. Agora vejo que devia ter sido mais específica."
Jane Wagner

sábado, janeiro 27, 2007

um contributo para a igualdade de género


o Ex.mo Senhor “SEdaPdoCM, anunciou…que o Governo tem prevista uma verba de 76 milhões de euros para as políticas de promoção da igualdade de género…", 25jan no Público

sexta-feira, janeiro 26, 2007

tudo que podia dizer está dito

neste texto e nesta entrevista, no todo a em algumas das partes:

"Eu vou votar sim, mas admito que, exactamente com a mesma consciência do mesmo problema, haverá quem vote não"

"as pessoas pagariam a IVG, a não ser que não tivessem capacidade económica"

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Pele, Maradona, Ronaldo


Best Goals - Pele, Maradona, Ronaldo, Zidane - video powered by Metacafe

aposta na educação

começa a dar os seus frutos...

situações adultas, tipo








pagar impostos...

Portugal no seu melhor

Empresas vão poder verificar baixas por doença, hoje no JN

"Empresas podem nomear médico se Previdência não der resposta...obrigando a empresa a pagar 40 euros de cada vez que solicita uma inspecção médica...É de 24 horas o prazo dado pela lei à Segurança Social para convocar o trabalhador em causa para uma avaliação médica. ...Depois de a Segurança Social indicar um médico, a avaliação tem que decorrer nas próximas 72 horas, ou seja, três dias. (já lá vão 4 dias e 40 euros + uns euritos para pagar ao médico que a empresa contratou)...24 horas para reclamar (já lá vão 5 dias + etc)... Se a decisão do médico desagradar quer ao trabalhador quer à empresa, é possível convocar uma junta médica, composta por um médico da Segurança Social, um representante do trabalhador e outro da empresa. (já lá vão 5 + etc + etc)...Depois de convocada, a junta médica tem oito dias para analisar o trabalhador e tomar uma decisão final sobre o seu estado de saúde..."

E lá vão 13 + alguns dias + etc + etc, a que acresce uma catrapada de euros pagos pela empresa, os gastos da Segurança Social (paga o contribuinte, não tem problema!) e ou o trabalhador continua doente/ficou bom entretanto ou, a meio do "processo", voltou ao "trabalho", deixa a coisa acalmar e um destes dias "pede" novo atestado ao médico amigo.

Dizem que é assim uma espécie de medida que "pretende atacar as baixas fraudulentas que todos os anos lesam o Estado em largas centenas de milhares de euros", dizem...

A Caminho da Servidão!

“é difícil imaginar como é que homens que renunciaram ao hábito de se governarem a si próprios podem ser capazes de escolher devidamente aqueles que devem governá-los, e não é possível acreditar que um governo liberal, enérgico e hábil consiga sair dos sufrágios de um povo de servos”, Alexis de Tocqueville, in Da Democracia na América

Sob a capa da unanimidade, vivemos tempos perigosos. Habituados a solicitar ao Estado, quando não a exigir”, a resolução dos nossos problemas, este foi entrando cada vez mais profundo na nossa vida. Iludidos pelas pseudo-vantagens dessa intromissão fomos esquecendo que ela contém em si um preço demasiado elevado a pagar, a liberdade! A liberdade enquanto conceito e a liberdade enquanto direito de decidirmos a nossa vida e, principalmente, a liberdade dos nossos filhos decidirem a deles. Sem o perceber, vamos reduzindo a nossa esfera económica e social, deixando a mesma ser invadida pela “ditadura” do Estado, facto que vem acontecendo sob a “asa protectora” da democracia.
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Sempre que solicitamos ao Estado uma nova actuação na busca de uma solução, seja para a Saúde, para a Educação, para a Cultura, para a Economia, ou para qualquer outra área da sua (quase) infinita sede de intervenção, abdicamos de parte da nossa autonomia, de parte dos nossos rendimentos e, mais importante, de parte da nossa liberdade e de muitas das nossas oportunidades.

Não devíamos esquecer, e esquecemos quase sempre, que cada euro que o Estado gasta para suprir uma nossa necessidade, desejo ou ambição, é menos um euro disponível para nós próprios o fazermos. Não devíamos esquecer que o Estado é uma abstracção, mas uma abstracção bem real, pois impacta profundamente na nossa vida e fá-lo com o nosso dinheiro, sim o nosso, e com os poderes que explicita e implicitamente lhe fomos conferindo. A cada nova promessa vem atracada uma nova “subida provisória de impostos” para a cumprir. Do IVA a 17% até ao actual IVA a 21%, a subida foi sempre “provisória” e, é de temer, que realmente o seja, mas apenas porque um dia passará para 23%.

Sempre que as auto-estradas sem portagens, as OTA´s e os TGV´s da nossa desgraça nos são apresentados como soluções milagrosas para o nosso desenvolvimento, ou que nos é dado um novo “choque tecnológico”, é um bocadinho mais da nossa independência que está a ser alienada, porque projectos “sem custos para o utilizador ou para o contribuinte” são sempre pagos por nós, a pronto ou a prestações, hoje ou amanhã, mas pagos por nós. E a única certeza que podemos ter é que o seu resultado será sempre menor do que o apresentado e o seu custo (muito) maior do que o previsto.

Sempre que o “Estado” afirma redistribuir, pelo povo e pela promoção do “serviço público” (o que raramente se percebe o que significa) a favor dos oprimidos e contra os opressores, pelos mais bonitos e saudáveis motivos, devíamos também lembrar que quem “pede” cada vez mais (impostos) para redistribuir não está a criar riqueza, apenas a mantém ou (normalmente) a destrói. Se esse mesmo dinheiro se mantivesse nas mãos dos seus legítimos proprietários, aqueles que o ganharam, seria certamente investido no seu progresso e no dos seus (porque é essa a essência humana), pelo que o resultado seria mais legítimo e melhor, para cada um de nós e para o somatório que é o todo.

A história e as estórias podem ser nossas professoras quando nos dedicamos ao seu estudo. E estas “dizem-nos” que as novas “soluções”, entidades ou funções criadas pelo Estado conduzem normalmente não a soluções mas a novos problemas cujo combate implicará novas “soluções”, novas entidades e funções, numa insaciável espiral de… empobrecimento.

Hoje, nesta nova sociedade em que vivemos, dominada pelo sector terciário, urbana e de “massas”, como referido pelo Historiador Pacheco Pereira, a introdução da tecnologia nas rotinas do nosso dia-a-dia e cada vez mais na esfera mais intima e privada da nossa vida, torna os cidadãos cada vez mais expostos à intromissão dos outros e, mais grave, à crescente intromissão do Estado. Instrumentos glorificados pela simplificação da vida diária, como é exemplo recente o “cartão do cidadão”, documento único que substituirá vários documentos até agora separados e cuja informação era guardada em bases de dados não comunicantes, permitirão um dia (sob afirmação convicta de que não, que tal não acontecerá) o acesso a toda a informação sobre cada um dos cidadãos com um mero click.

“Big Brother is watching you”, que associamos candidamente a um livro, o famoso “1984” de George Orwell, é algo para o qual caminhamos alegres e quase que anestesiados.

Sob a ilusão da Democracia Directa, um ideal de democracia onde “todos os cidadãos podem a todo o momento decidir sobre todos os assuntos” combatemos o tempo e o recato que as decisões de poder exigem, e caminhamos para a Demagogia não para a Democracia, que segundo os Gregos eram irmãs gémeas nascidas no ambiente de Democracia Directa.

Consequência destes mecanismos convergentes, o princípio (que deveria ser sagrado!) da Propriedade Privada é paulatinamente devastado e o Estado, sob os mais diversos pretextos, vai em nome do “serviço e do bem público”, desrespeitando uma das bases fundadoras da Democracia e da Liberdade, e do Estado de Lei que as garante.

E assim vamos caminhando, até que um dia um qualquer governo, já sem como “pedir aumentos provisórios de impostos” e, julgando ter acesso à galinha dos “ovos de ouro”, decide, sob aplauso de um povo alienado, abrir a “bicha” e descobrimos então que já não existe ouro na sua barriga. Porque vivemos na ilusão de que ela existe e que o seu ouro é infinito. Já esteve mais longe esse dia!

E o “Caminho para a Servidão”, como Friedrich Hayek nos alertou, ficará cada vez mais próximo. in Litoral Magazine, Nov06

domingo, janeiro 21, 2007

a revelação

Finalmente explicado o "natal" dos lagartos e o "sucesso" dos lampiões:

"Nenatal, história,...começou...durante um..."derby"...6-3. Este homem é um deus!",
hoje, na Pública, "E se Deus fosse Neno?"

sábado, janeiro 20, 2007

Portugal: o futuro…

O modelo de desenvolvimento baseado na mão-de-obra barata e subsídios públicos está esgotado, mas resiste heroicamente pela sua sobrevivência.

A "solução" está em procurar novos caminhos e não em persistir na continuada, e já esgotada, análise do actual modelo de desenvolvimento, pois não é por muito nele se falar que o mesmo vai mudar.

E esses não são caminhos indecifráveis. Passam pela liberalização da economia, retirando-a das amarras e intervenção do estado, libertando de impostos quem cria riqueza. Só então será possível aliarmos a nossa força individual à crença de que é possível comandar o nosso destino. Só então será possível mudar. Até lá continuarão as ilusões alicerçadas em bonitos desígnios nacionais, as OTA´s e TGV´s, “projectos estruturantes” da nossa desgraça.

Só então se interiorizará que é pelo contínuo processo de formação/educação, atitude positiva e inovadora que o crescimento, pessoal e profissional, se concretiza, e com ele a sociedade se desenvolve.

Mas isto sou eu, "assim de repente e com os nervos”!

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Honra lhes seja feita

"Garrett, que redigiu «com verdadeiro amor», conforme dizia o Decreto de 1837, concedendo ao Porto o título de Invicta e o colar da Torre e Espada para seu brasão de armas. Símbolos da cidade que incluiam o «dragão negro com tenção em letras de oiro sobre fita azul-invicta».

Mas o Estado Novo (1940) substituiu aquelas memoráveis, e muito belas, armas da cidade pelas actuais. Delas desapareceram, entre outros, o dragão e a tenção «Invicta». No entanto, duas instituições fiéis ao espírito da cidade conservaram nos seus emblemas o brasão do liberalismo: o Futebol Clube do Porto e a Associação Comercial do Porto."

    Livro “Porto: O sentimento da História”, de Hélder Pacheco

    sábado, janeiro 13, 2007

    vale a pena ler

    para mim o Blasfémias é o melhor blog, não porque partilhe sempre das opiniões expressas (o que seria impossível, dada a heterogeneidade das mesmas), nem porque me identifique com os intervenientes, que na sua maioria não conheço e os que conheço, conheço mal, mas porque os seus posts são (muitas vezes) excelentes pontos de partida para reflexão sobre determinado tema, como é o caso, entre tantos outros, deste post, e deste, e deste, e deste, e deste, e ...

    Pela parte que me toca, obrigado!

    Não entendo (3)

    como é que é possível defender a intervenção do Estado na Economia perante notícias destas, com que todos os dias somos brindados:

    "Instituto Superior de Agonomia gasta milheres em água mas não paga furo feito há seis anos", no Público

    "...a obra em causa um furo com um caudal suficiente para abastecer todo o instituto. O ISA paga , há seis anos, entre 10 mil euros (Inverno) e 30 mil euros (Verão) mensais à EPAL...num total anual de 140 mil euros", cerca de 10 mil euros a mais, por ano, que o custo do furo, que foi feito mas ainda não pago...i.é., o fornecedor não recebe o trabalho realizado faz 6 anos (6, sim 6!) e o ISA estoura com um montante que dava para fazer um furo novo por ano!!!

    Pergunta: quem é que devia ir preso?, quem era?

    sexta-feira, janeiro 12, 2007

    esperamos festejos iguais

    em Portugal!...
    e de igual qualidade.

    .....

    ....

    ...

    ..

    .

    O Porto, a falar de si para os seus

    “Sei porque me lembro de Camilo. Mais do que um modo de escrever, trata-se de um modo de pensar a realidade. Com ironia, escárnio, amargura, azedume, desencanto, ilusão, desgosto. Às vezes raiva, outras revolta. Mas sempre com paixão e nunca com indiferença.” É assim o Porto. Mui Nobre e Sempre Leal. Cidade Invicta!

    Mais ainda, “Cidade burguesa, liberal, firme e solidária nas suas convicções, o Porto é um território de fixações e sentimentos. Mas é, também, um território de inovação. Burgo de mercadores e comerciantes, berço de ideais e utopias. Cidade eterna, cidade-rio. Cidade-monumento, Cidade-património de torres e muralhas, de gentes e costumes, de vozes e silêncios, de cheiros e sabores, de encantos escondidos e jardins coloridos de camélias. E Cidade-sedução. Cidade de paixões e rejeições, amável e contraditória, distante e, só depois, calorosa. Cidade ao meu gosto, ou ao gosto da vida que mais me apetece”.

    Livro “Porto: O sentimento da História”, de Hélder Pacheco

    quinta-feira, janeiro 11, 2007

    Não entendo (2)

    como é que é possível defender a intervenção do Estado na Economia perante notícias destas, com que todos os dias somos brindados:

    "Metro de Lisboa, Editorial do Publico de 10Jan: Protestam porque querem manter...um regime de férias que chega aos 36, 5 dias úteis por ano (repito, 36, 5 dias úteis por ano, sim, 36,5 dias úteis por ano)...e ´prémios de produtividade automáticos (isto é, desligados da produtividade...)...e pago mesmo em relação ao 13º e 14º meses; e ..."

    Esta maravilhosa empresa tem um prejuizo anual de 160 milhões de euros, que é pago (ora imaginem!) pelos contribuintes...pois é!!!

    Pergunta: quem é que devia ir preso?, quem era?

    Acabadinha de chegar

    da Germânia, e com nova colecção!!!
    Isto promete!

    quarta-feira, janeiro 10, 2007

    não estou, mas podia...

    Não entendo

    como é que é possível defender a intervenção do Estado na Economia perante notícias destas, com que todos os dias somos brindados:

    “Ex-administrador sai da CP, depois de passar seis anos sem fazer "rigorosamente nada" (retirava as aspas, mas é assim que está na notícia, no Público), a ganhar 3.500 euros líquidos por mês…enquanto director de topo, representava para a CP um encargo salarial de cerca de 100 mil euros por ano, mais telemóvel e automóvel, tendo também direito a secretária mesmo sem ter funções atribuídas.”

    ###
    Este senhor está 6 anos (6, sim 6!) sem qualquer função, e nesses 6 anos (6, sim 6!), por três vezes (3, sim 3!) teve encontros “Em audiência (em audiência, notar bem!) com os três presidentes (3, sim 3!), no início dos seus mandatos”. Mas não vale entusiasmar, pois foi uma, não três, com cada um deles, não se corresse o risco de se cansarem, o senhor e os três presidentes (3, sim 3!).

    Este senhor tem um blog, e este senhor já foi administrador da CP entre 1985 e 1990, e este senhor também já foi presidente da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário (Adfer), e este senhor escreve no seu blogue que "Desde miúdo que possuo condições naturais de liderança" e este senhor referiu ao Público que "Foi da minha cabeça, com a colaboração de vários técnicos [que saíram as principais ideias que revolucionaram o caminho-de-ferro em Portugal]." Ou seja, este senhor é um génio e, como se pode verificar, não tem um pingo de vergonha na cara, pois este senhor não se importou de ser bem pago, com o dinheiro dos contribuintes, durante 6 anos. Facilmente, dada a sua genialidade, este senhor encontrava uma entidade patronal que o valorizasse, mas não deve ter tido vagar para a procurar.

    Os senhores presidentes da CP, os três (3, sim 3!). que ao longo dos 6 anos tiveram este senhor “emprateleirado”, provavelmente junto com muitos outros senhores igualmente valiosos “for Make Benefit Glorious Nation of Portugal” deveriam (minha modesta opinião) estar presos e obrigados a pagar aos contribuintes portugueses todos os euros e cêntimos que os ditos cujos (os “emprateleirados”) nos custaram ao longo dos anos, mais o que eles próprios, os senhores presidentes da CP, os três (3, sim 3!), nos custaram.

    “Confrontada a CP, a empresa não fez qualquer comentário”, o que só lhes fica bem, pois ele há coisas que só mesmo “sem comentários”.

    domingo, janeiro 07, 2007

    vale a pena ler, sobre a Índia

    no A Vida em Deli, antes de "a troupe mediática lusa, integrando a comitiva presidencial, chegar a Nova Deli:

    "as coisas são obviamente mais complicadas. São complicadas porque, simplesmente, não são diferentes. A Índia é, algumas particularidades óbvias à parte, um país como qualquer outro, com os problemas do costume que acompanham tanto o Zé no sofá como a sua mulher e também o Bill Gates. São problemas humanos, portanto universais.

    A ideia até é gira: implica que nós no Ocidente vivemos um mundo cinzento, monótono, homogéneo e repetitivo. Implica que na Índia tudo é incerto, inseguro, diferente, colorido, espontâneo e circunstancial. Ora, para quem quer ter pão para comer e telhado para se abrigar das intempéries, que eu saiba, a primeira opção é sempre a mais desejável. Acham que a mulher que carrega tijolos nos ombros tem tempo para reparar no seu colorido sari que contrasta com o escuro betão da casa que a sua família constrói, a cinco Euros por dia, ...

    Não interessa. Os contrastes. Esses sim, celebrados, embora eles nos ceguem. Mas não interessa. Ver em profundidade custa. Tempo, paciência, abertura, complexidades, profundidade. Tudo coisas a que poucos jornalistas portugueses se dedicam, especialmente quando integrados em comitivas presidenciais e quando empaturrados de caviar."

    e o fim de semana que

    até que tinha começado bem

    agradecido!

    agradeço
    agradeço
    agradeço
    ###
    agradeço ao António
    agradeço à Sofia
    pela ajuda grande ajuda na melhoria do design do Apatia Geral

    às vezes não parece, mas é!

    “Standing still is the fastest way of moving backwards in a rapidly changing world”,
    Synectics

    sábado, janeiro 06, 2007

    Trabalho!

    Em tempos, sob o slogan “deixem-nos trabalhar” um primeiro fazia uma boa afirmação, mas enganava-se no destinatário. É essencialmente o Estado que tem que deixar trabalhar, os indivíduos, as empresas, sem se intrometer, sem se apropriar do seu esforço.

    Trabalhar, palavra tantas vezes utilizada, deve significar e dignificar a forma de ser e de estar, reflectir a vontade de fazer mais e melhor pelos destinatários do produto da nossa dedicação. Só assim se interioriza em cada um de nós o respeito pelos outros e por si próprio, na contínua e inacabada procura do conhecimento como forma de evolução.

    Muitas vezes tal não acontece, mesmo entre aqueles cuja profissão deve reflectir nobre vocação, sejam eles professores, médicos, políticos ou outros, pelo impacto que podem ter na vida das pessoas e das sociedades onde se inserem. Sob a capa da vocação muitos, que dela desistiram, agarram-se a todas as formas de protecção do seu pequeno “cantinho de poder”, quase sempre contra aqueles pelos quais dizem viver.

    Quando entre professores milhares não se preocupam se têm ou vão continuar a ter horário (leia-se alunos), quando outros, tendo-o, se revoltam sempre que se, querendo introduzir algo a favor dos alunos, lhes toca nos seus direitos “inalienáveis”. Quando médicos se “atiram ao ar” porque podem perder alguns dos benefícios obtidos. Quando entre políticos dificilmente se encontra alguém digno e merecedor do poder que lhe é delegado. Quando…

    Mas apesar de tudo, e felizmente, são ainda muitos os “fazedores de sonhos”, os que têm orgulho pela forma como vivem a vida, pela forma como ganham dinheiro, porque este é fruto do seu justo trabalho.

    hoje, no blog








    ...

    terça-feira, janeiro 02, 2007

    sim


    é preciso registar, mas também quem disse que a vida era fácil...

    pena não haver

    "A Vida em Xangai"

    normalmente não digo isto, mas

    espero que não seja despedido, mais não seja para continuar a escrever posts como este:

    "Trabalho só o suficiente para não ser despedido (que é onde escrevo os posts). Alimento-me enquanto estou na net. Apesar de me ter embebedado muitas vezes, practicamente não saí à noite, tendo só muito esporadicamente chegado a casa depois da meia-noite (linda frase). Para terminar, raramente fui ao cinema, muito embora tenha uma vaga recoleção de me ter divertido muito (Scorcese, Woody Allen), em geral não gostei ou não percebi o pouco do que vi. O melhor filme deste ano continua a ser um do ano passado, o Sarabanda. Depois deste post espero que nunca mais digam que eu não sou uma pessoa extremamente culta..."

    esqueci...

    Feliz Ano Novo!

    plenamente de acordo


    "... por razões quase genéticas, o Porto tem de me preocupar mais do que qualquer outra cidade ou sítio de Portugal. Se, como dizia Agostinho da Silva, o nosso domínio é, primeiro, o nosso território, a nossa casa, o nosso alpendre e o que dele a nossa vista pode alcançar, é natural que, como liberal, me preocupe mais com a cidade onde nasci..."
    “...quem quer fazer política ou negócios vai, ou tem que ir, para Lisboa, na medida em que é lá que eles estão: é lá que está a Chefia do Estado, o Governo, o Parlamento, a maior parte das chefias da administração pública, das empresas do Estado ou controladas por ela. É lá, sobretudo, que está o poder de decisão. O efeito centrífugo disto é evidente, e aliado a essa nova e perigosíssima ideia de que com a moderna tecnologia se pode governar o mundo a partir de um só ponto, gera um caldo de cultura do qual dificilmente se pode sair. O que é facto, é que no Porto, e leia-se aqui «o Porto» em sentido latíssimo, como sinónimo de todos os centros urbanos de média e grande dimensão que (ainda) existem em Portugal, têm vindo a perder gente qualificada para Lisboa e, mais do que isso, não têm permitido que muitas pessoas se revelem, se afirmem localmente, pela elementar evidência de não existirem meios para isso.”

    “...não apenas o Porto mas quase todo o país, ganharia com uma reforma estrutural do Estado português que o transformasse de unitário em regional ou mesmo (utopia inatingível) em federal. Quando se pensa neste assunto, não se pretende dividir o país em duas grandes regiões em torno de Lisboa e do Porto, mas em tantas quantas aquelas que o país (ainda) pode justificar. Os poderes e as competências a distribuir entre o Estado central e as regiões não discriminariam positiva ou negativamente nenhuma destas últimas, ficando todas em pé de igualdade, como é próprio de um Estado de direito.”

    “De todo em todo, há um paradoxo que me aflige em tudo isto, sobretudo para os adversários da regionalização, e peço desculpa se generalizo para além do devido: todos concordam que o Estado central funciona mal; todos acham que o país está desequilibrado; todos se queixam da desertificação do interior. Mas todos pensam que o único resultado de retirar poder ao centro para redistribuir pelo todo redundaria numa tragédia nacional de ainda maiores proporções que a actual. É muito pessimismo junto!”

    segunda-feira, janeiro 01, 2007

    em 2007, tal como em 2006

    ontem..., hoje a pesca lúdica, amanhã...
    e o caminho para a servidão lá continua...
    "Por outro lado, os pescadores ficam obrigados a guardar entre eles
    uma distância mínima de dez metros..."

    também em 2007

    "Senhor, faz com que eu possa sempre desejar mais do que posso alcançar."
    Michelangelo

    sábado, dezembro 30, 2006

    agora percebi

    o povo não gosta de cultura, só de coisas da Treta...
    "A longa-metragem de José Sacramento chegou aos cinemas em Outubro e em três meses conquistou três vezes mais espectadores que todos os outros 17 filmes de produção nacional estreados em 2006. O filme custou 800 mil euros e obteve uma receita bruta de bilheteira d e mais de um milhão de euros."

    será que o JN se enganou no país

    neste, todos nós sabemos, a cultura tem que ser fortemente subsidiada, porque o povo é pouco dado a estas coisas, não lê, etc e tal... e é "obrigação" do Governo /Autarquias/... pagar a sua formação. É, não é?

    "É um país a duas velocidades o que parece ditar o andamento da área cultural. Se, a nível oficial, o Ministério sofreu cortes de 10% - tornando cada vez mais longínquo o objectivo do 1% do PIB, prometido pelo actual executivo até ao fim da legislatura -, bem diferente é o panorama oferecido pelos privados."

    atalhos no caminho para a Democracia

    Na Venezuela, o caminho para a “Democracia” é trilhado, dia a dia, com determinação...

    "É melhor prepararem as malas e ver o que farão a partir de Março"porque" não haverá concessão para esse canal golpista que se chama Rádio Caracas Televisão",...Chávez frisou também que, durante o mandato presidencial, o seu espaço radiofónico e televisivo dominical "Alô presidente" será convertido numa sala de aulas, estando a ponderar que a sua emissão passe a ser diária e alargada a todas as rádios e televisões do país."

    “O presidente venezuelano pediu à Assembleia Nacional para mudar o nome das Forças Armadas Nacionais (FAN) para Forças Armadas Bolivarianas, argumentando que assim se identificariam melhor com o seu projecto de Governo de um "socialismo do século XXI"
    Enquanto numa Democracia perto de nós (apesar de tudo, talvez a melhor)…
    “O presidente da Câmara de Londres, o trabalhista Ken Livingstone, planeia um grande festival para celebrar na capital britânica o 50.º aniversário da revolução cubana de Fidel Castro, ...”

    sexta-feira, dezembro 29, 2006

    "que pôs mãos à obra"...ontem, como hoje

    Pode até não parecer,

    mas isto está ligado com isto . Quando o Estado deixa de ser Estado tudo se vai misturando. Não se garante o minímo de dignidade à vida de uns enquanto se decide como enterrar outros.
    Por vezes a realidade é por demais deprimente, e avassaladora a miséria humana.

    Iguais a nascer, iguais a morrer

    Guardem esta notícia!!!, por Helena Matos, no Blasfémias
    "Câmara impõe minimalismo estético, com jazigos estilizados para acabar com "decorações excessivas", assume o vereador. ...uma vez que os jazigos vão deixar de ser decorados de acordo com o gosto dos familiares do falecido." (boldsmeus)
    O que é impressionante é que o "monstro" vai crescendo, ganhando maiores poderes, intervindo cada vez mais fundo na vida, e até na morte, e lentamente vai anestesiando os cidadãos que já não só não reagem, como até aplaudem...a caminho da servidão!

    sábado, dezembro 23, 2006

    olha se isto pega...

    Então não é que a Câmara do Porto (CMP) não dá tolerância ("tolerância", expressão assim a modos de gozar com os pategos que pagam impostos) no dia 26 de Dezembro, dia em que é pressuposto trabalhar, para todos os seres com emprego e que não estejam em férias (assumidas).

    Pois foi este o crime cometido pela CMP, e como tal "vê mais uma decisão ser contestada". Como muito bem recordou o Senhor Avelino, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, trata-se de um "perigoso precedente" ou, segundo o PCP da cidade, "É um perigoso precedente que põe em causa os direitos dos trabalhadores". Claro que é, a querer que as pessoas trabalhem em dias em que lhes pagam para trabalhar, onde é que já se viu coisa assim...mas tá tudo doido!!!

    segunda-feira, dezembro 18, 2006

    não pelo mercado, não pelos clientes...

    mas "Época de saldos será antecipada na nova lei a publicar em Janeiro", hoje no Jornal de Negócios

    Segundo Sua Excelência, o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor...e das épocas de saldos, "o Governo vai antecipar os dois períodos anuais de saldos da actividade comercial".

    Será que Sua Excelência, o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor...e das épocas de saldos, não poderia criar uma lei que obrigasse todos os portugueses a comprar todos os produtos e serviços de uma qualquer empresa minha, quando e ao preço por mim definido. Sei lá, digo eu que sou bom rapaz e que estou certo poder fornecer os melhores produtos e os melhores serviços à população portuguesa...e a qualquer outra onde Sua Excelência, o Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor...e das épocas de saldos, consiga chegar.

    Agradecido!

    A Infâmia da Censura

    Em A Arte da Fuga, este e este, dois excelentes posts sobre a A Infâmia da Censura.

    "Eduardo Cintra Torres, "Um documento negro e infame", hoje no Público:
    O meu artigo de 20.08, Como se Faz Censura em Portugal, centrado nos noticiários de 12.08, tinha página e meia em A4. A ERC produziu sobre ele uma Deliberação e uma Recomendação de 234 páginas, ...É um documento negro para a história da liberdade de expressão após o 25 de Abril, sem paralelo na produção de matéria sobre o assunto por parte de organismos do Estado. Extenso, produzido por uma equipa que inclui dezenas de pessoas, em 3,5 meses [...] A ERC defende o mesmo tipo de censura e atropelo à liberdade que denunciei no meu artigo: afirma que o director do PÚBLICO "tinha o direito-dever de não publicar" esse artigo. Considero este documento infame, oriundo de uma entidade marcada pela suspeita da sociedade livre desde a sua origem e que agora confirma as mais negras previsões ao agir sob o signo da desonestidade intelectual, abuso de competências e ao defender a censura no nosso Portugal livre."

    "António Barreto ("Quem o tem chama-lhe seu"), hoje no Público:
    [...] um passo dado no condicionamento da liberdade de expressão é sempre um passo a mais.
    [...] a liberdade de expressão não é um privilégio dos jornalistas, é um direito dos cidadãos.
    Este governo está à beira de pensar o impensável: dá sinais de acreditar em que a liberdade dos cidadãos é incompatível com o poder. O seu."

    domingo, dezembro 17, 2006

    Porto-Gaia e Matosinhos e área verde













    Interessante esta questão que Alexandre Burmester levanta em A Baixa do Porto

    ...e pagar impostos

    ainda a corrupção, Poder Central vs Local

    Na senda do post anterior, sobre o fenómeno, pergunto: será mais provável a corrupção local ou nacional, uma sob monitorização dos munícipes, outra sob monitorização dos contribuintes.

    e já agora, terá maior impacto quando numa qualquer obra municipal ou numa obra de regime, assim tipo aquela coisa -OTA- que até hoje ninguém (i.é., quase ninguém...) percebeu para que servirá.

    Isto sou eu a perguntar...

    Copy the Nordic Solutions, Not the Problems!

    Johnny Munkhammar do think-tank sueco Timbro, num discurso sobre os modelos nórdicos, por AA , em O Insurgente:
    "Thus, the conclusion that can be drawn is that the Nordic countries built their first success when they were very market-oriented with low taxes and small government. And when they tried socialism, success faded and problems mounted. Now, they have made market-oriented reforms in completely different fields of society and created success: Finland in telecom, Denmark in the labour market, Iceland in banking, Sweden in private pensions, etc.

    All this is really an empirical study in the success of the market and reforms liberating free exchange. It confirms numerous scientific studies about how low taxes bring high economic growth and how a free labour market creates more jobs. Sure other countries can learn from this. Avoid the socialist big welfare state and continue to do market-oriented reforms.

    The Nordic countries teach both the lesson of avoiding big government –under its various names such as welfare state or social model– and that free-market reforms work. The Nordic countries have done very different reforms, and none of them – perhaps except Iceland – has been as reformist as Ireland, Britain, Estonia, or Slovakia and have thus not had equally positive results."

    Contra a Implementação da Experiência Pedagógica TLEBS

    Leiam integralmente a petição, e assinem-na aqui, se estiverem de acordo.

    muito importante, numa caixa de comentários perto de si...

    Na caixa de comentários de um post de Pedro Arroja, alguém que assina como “anti-comuna” (é pena que quem pensa e escreve tão bem se esconda atrás de um nickname)

    “…nas sociedades democráticas de hoje, o respeito pela esfera privada está a desaparecer. Ou seja, a dita classe média, fortemente moralista, hipócrita e suspirando por segurança, admite e apoia um Estado cada vez mais omnipresente na esfera privada e alheia. Ou seja, é um comunismo mais soft mas mais tenebroso e preocupante. Baseia-se nas aspirações de uma maioria contra as restantes minorias. Legitimado pelo voto popular. (Fazendo lembrar a República Romana de outros tempos, mas de um modo mais moderno e sofisticado.)

    Querem exemplos do Portugal de hoje? O fim do sagrado princípio da reserva de confidencialidade entre o mero advogado e o seu cliente. Quando o Estado se arroga no direito de exigir que o causídico perca a legítima salvaguarda dos direitos de um cidadão, cliente deste causídico, temos a maior perversão de sempre, na história recente humana…

    Mas há mais. Como é possível que se admita que o Estado imponha um microchip implantado numa viatura particular? Que se saiba foi aprovado um projecto-lei em que se impõe a implantação de um microchip na viatura de cada um de nós, para o Estado nos controlar os movimentos.Depois temos a nova leia da imprensa ou comunicação social que aprova a introdução da censura. Mas a censura legitimada através do voto popular.

    Sem falar na perda dos direitos do cidadão contra o Estado, em caso de litígio contra este. Isto é simplesmente voltar ao velho totalitarismo. Relembro o seguinte. A PIDE tinha mesmo como nome a salvaguarda do Estado, este sendo confundido com a Nação ou modernamente entendida como Sociedade. Hoje acontece o mesmo, temos o Estado com cada vez mais poder contra o cidadão, em nome da defesa do próprio Estado.

    Ou seja, com a queda das ditaduras ocidentais, em especial o comunismo, o nazismo e ditaduras várias, como a de Franco, Pinochet ou Salazar, o mundo ocidental, vendo como seu inimigo o islamismo religioso, começa a adoptar políticas que antes só as ditaduras tomavam. E algumas nem foram tão longe como as medidas que este desgoverno, por exemplo, tomou.

    O que se passa é que com o 11 de Setembro e as réplicas que se seguiram, em nome do combate ao terrorismo, por um lado, e em nome do combate à alta criminalidade e evasão fiscal por outro, o Estado está cada vez mais forte e o cidadão cada vez mais desprotegido contra os poderes tentaculares deste. Poucos liberais estão a compreender estas mutações nas ditas sociedades livres. Desde Portugal até à velhinha Inglaterra, até ao caso mais paradigmático, o americano.

    E como se legitima este novo poder político autoritário? Sustenta-se no elevado número de cidadãos dependentes do Estado. Desde o mero funcionário público até ao simples pensionista. Os votos destes e dos seus familiares são garantia para os detentores do poder do Estado. Que sob chantagem económica, emocional, psicológica (ver como o terrorismo é usado para cortar nas liberdades civis) e social, o Estado é cada vez mais senhor e dono das nossas vidas. É o esclavagismo moderno ocidental. Os tontinhos das oligarquias islâmicas têm os seus tribunais religiosos, nós temos o Estado, os seus senhores e os seus capatazes, quem em nome de utopias sociais, aceitam e até incentivam o fim da Liberdade individual e colectiva.

    É certo que aqueles que descobrem o Liberalismo através da teoria económica muitas vezes perdem-se e perdidos nem sabem por onde legitimar o seu discurso contra o Estado. Agarram-se demasiado à defesa do capitalismo, confundindo-o com o Liberalismo. Quando o que importava era voltar ao velho Liberalismo, da luta contra o obscurantismo, da luta pelos básicos e fundamentais direitos do cidadão livre, contra o despotismo, contra as oligarquias, contra as tiranias, contras os "velhos senhores", agora com outras roupagens.…"

    sábado, dezembro 16, 2006

    primeiro empresário português a ser distinguido com o Prémio Pessoa

    Certos acontecimentos, parecendo pequenos, são grandes. Uma importante notícia para o mundo universitário e empresarial português, hoje, no JN, com os meus sublinhados:

    "O trabalho desenvolvido pelo professor universitário e presidente-executivo da YDreams, especializada em novas tecnologias de informação e conhecida sobretudo pelos jogos interactivos para telemóveis, foi considerado pelo júri "uma verdadeira revolução".

    A YDreams nasceu em 2000, fruto de um professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova, no Monte da Caparica, que teimava que a investigação feita naquele estabelecimento de ensino deveria servir para mais do que para atribuir notas aos alunos. António Câmara reuniu à sua volta um pequeno grupo de investidores e investigadores interessados no projecto, aplicaram 50 mil euros e criaram a empresa."

    Por isso, a corrupção é um fenómeno muito mais generalizado e intenso no sector público do que no sector privado

    Pedro Arroja, no Blasfémias:

    "A probabilidade de um acto de corrupção ser detectado e denunciado é muito diferente, porém, consoante ele ocorra no sector privado ou no sector público.

    Assim, um gestor de compras que adjudica um certo contrato a um dado fornecedor, e não a outro que pratica preços mais baixos, só porque o primeiro lhe concedeu certos favores, lesando o seu patrão em um milhão de euros, tem uma probabilidade muito diferente de o seu acto ser detectado e denunciado conforme o seu patrão seja uma empresa ou o Estado.

    Se o seu patrão é um empresário em nome individual, é este que vai suportar por inteiro o custo do acto corrupto do seu empregado, no valor de um milhão de euros, conferindo ao empresário um poderoso incentivo para vigiar o seu gestor de compras, cortando-lhe todas as veleidades. Mesmo que a empresa seja propriedade de cem pessoas, cada uma terá um prejuízo de dez mil euros em resultado do acto corrupto do seu gestor de compras, conferindo aos empresários, ainda assim, um incentivo importante para nomearem um homem da sua inteira confiança para o lugar e o vigiarem de perto.

    Porém, quando o patrão é o Estado, o custo do acto corrupto praticado pelo gestor de compras de uma instituição pública, no valor de um milhão de euros, é disperso por milhões de cidadãos-contribuintes. Num país de dez milhões de cidadãos, cabe a cada um deles um custo de dez cêntimos, não dando a nenhum um incentivo suficiente para vigiar de perto os actos patrimoniais daquele gestor de compras e de todos os agentes que, no sector público, actuam em seu nome.

    Por isso, a corrupção é um fenómeno muito mais generalizado e intenso no sector público do que no sector privado - uma conclusão que levou o economista Ludwig von Mises a escrever que a corrupção é a consequência normal da estatização. E, na realidade, analistas ligados à Transparency International, a agência que monitoriza os índices de corrupção em cerca de 150 países do mundo, sugerem que em alguns países, a corrupção no sector público chega a representar 90% de toda a corrupção no país."

    Calvin, sonhando com a OTA

    sexta-feira, dezembro 15, 2006

    pensar que o rapaz...















    andou a encantar meio mundo...

    temos um liberal infiltrado no governo


    ou era mau de mais mesmo para um socialista? Link no JN

    Público, 15dez: "redução do nº de funcionários dos actuais 10.500 para 7.000".

    em "Lisboa, de 4.737 para 1.756"; "transferência de sedes dos laboratórios de Veterinária, Pescas e Investigação Agrária para Vairão, Olhão e Elvas, respectivamente".

    como "os agricultores e os pescadores não estão na Praça do Comércio", era fundamental descentralizar", frisou (muito bem!) o Ministro Jaime Silva.
    E ninguém tinha reparado?

    os jogos dos campeões

    No Dragão, defrontam-se duas potências mundiais,
    e lá terá que se mandar o "special one" pela borda fora ...

    FC Porto (Por) - Chelsea (Ing)
    Celtic Glasgow (Esc) - AC Milan (Ita)
    PSV Eindhoven (Hol) - Arsenal (Ing)
    Lille (Fra) - Manchester United (Ing)
    AS Rome (Ita) - Lyon (Fra)
    FC Barcelona (Esp) - Liverpool (Ing)
    Real Madrid (Esp) - Bayern Munique (Ale)
    Inter Milão (Ita) - Valência
    (Esp)

    quinta-feira, dezembro 14, 2006

    ouvi dizer que lá donde saiu há muitas mais...


    Roubadinho à Eterna, sem remorsos...

    e concordam com o quê?

    "João Cunha e Serra, membro da Fenprof e da Internacional da Educação, esteve ontem presente na reunião entre o MCTES e a OCDE. "Não concordamos com as fundações nem com a proposta de os docentes e não docentes deixarem de ser funcionários públicos", disse, considerando que também há aspectos positivos no relatório da OCDE".

    o IEFP e o (des)emprego em Portugal

    adiantou ao JN o presidente daquele instituto, que descobriu isto tudo desde Março deste ano:
    "Chamamos as pessoas para um emprego ou para fazerem formação profissional e quem já está a trabalhar, por norma, não aceita", porque "as duas actividades não são compatíveis, disse"
    "Só a partir de Março é que o instituto passou a cruzar dados com a Segurança Social e a avisar, de forma centralizada, os beneficiários da perda do subsídio. Desde então até Outubro, tinham sido enviadas 5143 cartas. A média mensal de intervenções e de cortes de subsídio indica que perto de um quarto dos chamados para um trabalho ou formação a tempo inteiro - incompatível, por isso, com um emprego não declarado - decidiu recusar, sujeitando-se ao corte do benefício".

    quarta-feira, dezembro 13, 2006

    John Cleese ensina política


    John Cleese SDP/Liberal Alliance political broadcast 1987 .
    Muito bom! Obrigado Gabriel.

    hoje, citando

    "De nada vale a pena pensar, é preciso reflectir primeiro",

    Pierre Dac

    assim do tipo “o meu ditador é mais fixe que o teu”

    Estas discussões são muito divertidas, assim do tipo “o meu ditador é mais fixe que o teu”...ou "tás a ver" que sou democrata...

    Eu, que tenho o raio do defeito de não gostar de ditadores, assim a modos dos que mandam matar pessoal que pensa diferente deles, ou que gostaria de dizer o que pensa, não tenho grande jeito para festas destas.

    segunda-feira, dezembro 11, 2006

    para mim, o melhor blogue 2006


    Parabéns ao Blasfémias, que recebeu os óscares de «Melhor Blogue Colectivo 2006» e de «Melhor Blogue 2006», atribuídos pelos bloggers que participaram na votação proposta pelo Geração Rasca.

    uma reportagem que é um país

    No Público de 10dez, sob o título “93 postos de trabalho por um euro”, um retrato do país em que nos vamos transformando:

    Uma empreendedora, Conceição Pinho, que merece todo o meu respeito (como merecem todos os que lutam pela vida, sem a asa protectora do estado) comprou uma fábrica (Afonso, Confecção de Vestuário) aos seus antigos donos, que a iam fechar. Não por 1 euro, mas por 1 euro + passivos (250 mil euros, segundo a reportagem) - activos (dos quais não se fala, porque para os jornalistas as organizações só têm passivos…)

    “400 euros mensais, é o salário médio dos operários da fábrica”, i.é., ganham todos próximo do salário mínimo nacional (SMN) e, mesmo assim, lutam dia a dia pela sobrevivência…No próximo ano, com o aumento do SMN, a empresa terá ainda maiores dificuldades para sobreviver, pois vende “minutos” em concorrência com outros que os vendem mais baratos, e o diferencial aumentará.
    Desejo que não, mas e se um dia a empresa for à falência pela incapacidade de suportar o aumento de custos? Pergunto eu, que percebo pouco disto: é melhor uma empresa continuar a laborar, dando emprego a 93 pessoas, pagando o que pode, ou ir á falência e os 93 operários para o (subsídio de) desemprego?

    Uma pérola final: "dois partidos políticos quiseram visitar a fábrica, mas desistiram quando lhes foi dito que não poderiam vir acompanhados de jornalistas". Isto de defender causas sem jornalistas para as registar é uma canseira…

    Boa sorte para a empresa e para esta ex-trabalhadora, hoje empresária, que afirma, ao arrepio dos vendedores de ilusões: “É um empresa perfeitamente normal. Uma cooperativa com 90 cabeças dura uma semana, não dura mais” Nem mais.

    um programa para a educação

    vive na Feira e estuda no Porto, teve 20 de média no secundário e 19,4 no acesso ao ensino superior, é estudante de medicina, membro da tuna da universidade, frequenta curso de piano, estuda canto, pratica natação, sai com os amigos, gosta de ir ao cinema, não passa um dia sem Internet...no Público, a 9dez, dia em que deu gosto ler as notícias.

    "gosto de aprender e pouco de marrar"
    Ana Catarina Gomes,

    Competição fiscal na UE

    Vital Moreira, um "estatista" na Causa Nossa:
    "A independência fiscal pressupõe espaços económicos autónomos. Porém, num mercado integrado, como o da UE, sem fronteiras internas e com inteira liberdade de circulação de factores de produção ("mercado interno" ou "mercado único"), torna-se nececessário um mínimo de harmonização fiscal, especialmente no que respeita ao imposto sobre as empresas, sob pena de uma competição sem fim pela diminuição da carga fiscal, que só pode favorecer o "dumping" fiscal e social."
    Eu, não podia estar mais de acordo com António Costa Amaral, em A Arte da Fuga:
    "A harmonização fiscal retira às administrações os incentivos para serem eficientes. A impostos constantes, a máquina do Estado tende a esgotar os recursos até ser necessário adquirir mais recursos por via fiscal, conferindo mais poder económico ao poder político. É por isso que os estatistas tanto defendem impostos iguais para todos os países. "

    eu não queria, mas

    aos 88m, Lucho de seu nome

    domingo, dezembro 10, 2006

    merece visita mais regular

    Apesar de uma mente desportiva pouco desperta, apresenta vocação para a arte...!
    E, quem percebe que o "Calvin não é um aluno vulgar, é sobre-dotado" merece visita.

    Infelizmente cada vez mais actual


    Agradecendo a simpatia a Jorge Assunção, do Despertar da Mente, aqui fica o link para a versão simplificada em banda desenhado do The Road to Serfdom, the Friedrich Hayek que pode ser encontrado na página do Ludwig von Mises Institute. .

    Tudo indica que os tempos actuais, e os próximos, tornarão muito útil uma visita regular a esta banda desenhada.

    urge alterar este "estado da nação"

    Não partilho da visão apocalíptica, como se do fim da história se tratasse, de Pedro Arroja, no Blasfémias:- "não gostam uns dos outros";- "uma certa cobardia";- "o espírito público";- "o vício que o despotismo produz, mas partilho do essencial dos seus comentários. "Populações que viveram durante longos séculos sob regimes autoritários e frequentemente despóticos tendem a desenvolver" determinados traços de carácter, e tal é visível muitas vezes em Portugal.

    Como bem dizia Churchill (não exactamente assim): "Sou optimista, porque não vejo grande ganho em ser outra coisa qualquer", e acredito que a Nação irá encontrando as soluções para os problemas, mas porque "caminhamos para a servidão" a passos largos, urge alterar este "estado da nação", antes que seja tarde demais, e as consequências irreversíveis.

    sábado, dezembro 09, 2006

    hoje, a citação

    "Um cavalo nunca corre tão depressa como quando tem outros
    cavalos para perseguir." Ovídio

    sexta-feira, dezembro 08, 2006

    passo a passo o caminho da servidão vai sendo trilhado

    Infelizmente a maior parte das pessoas nem vai perceber o que está em causa, mas vai valendo que ainda há Directores como o do PÚBLICO (meus sublinhados a bold):
    "José Manuel Fernandes garante que "não acatará a recomendação da ERC de que deve deixar de publicar – ou seja, que deve passar a censurar – textos que possa vir a considerar inconvenientes". "O director do PÚBLICO não censura textos, muito menos de opinião, mesmo que discorde deles da primeira à última linha", insiste. Sustentando que a autoridade "não tem competência para analisar questões éticas ou deontológicas", José Manuel Fernandes sublinha que a deliberação hoje conhecida "reforça a ideia de que a ERC está a exorbitar nas suas competências". "Caso estas sejam alargadas com a aprovação das leis em discussão sobre a concentração dos media e o novo regime de actuação das televisões, podemos estarmos perante o mais grave cenário de ataque à liberdade de imprensa em Portugal desde a consolidação da nossa democracia", alerta".

    terça-feira, dezembro 05, 2006

    até que enfim!

    Parece que está oficialmente aberta a Época Natalícia...

    estava eu a falar do Ministério da Educação

    De muita qualidade, a entrevista de Joaquim Azevedo ao Público / RR / RTP2, no "Diga lá Excelência":

    "Pensa-se que tudo se resolve por leis. Por exemplo: existe um problema de disciplina nas escolas? Faz-se um decreto lei, o problema fica resolvido…”“(Ministério da Educação acabou) de legislar, em Outubro, sobre os cacifos das escolas”. via Tonibler

    comentários para quê!!!


    Um desafio à Blogosfera Liberal III

    Apesar da tentação -talvez normal para quem diáriamente dá umas voltas pela blogosfera- fui resistindo à tentação para escrever num blog. Sabia não ter tempo (nem arte?) para grandes disputas, como aquela com que os camaradas do Tonibler me querem brindar. Temia, e confirma-se, não ter tempo para, na qualidade possível, dar resposta capaz aos desafios que isto implica. Mas, como cada um se mete no que se mete e eu sempre fui responsável pelos meus actos, vou iniciar, no que à Educação diz respeito, o caminho “Da proposta para a melhoria da Educação (o “Da” dá mesmo pinta às ideias…).
    Extinguir o “Ministério da Educação”, deixar de alimentar os sindicatos que o mesmo “sustenta” e assim acabar com parte deste pesadelo de “Estado que tudo planeia e tudo controla” é mais do que uma sugestão, um acto de cidadania. Já o disse, no texto “Educação, essa Paixão!” (para o qual faria link não fosse (ainda) muito básico no domínio das técnicas “bloguisticas”).
    Educação, pelo lado da procura, é fácil. Basta dar liberdade aos pais para escolherem a escola dos seus filhos, pública ou privada, por exemplo através de um sistema de “cheque ensino”. Depende de vontade política. Faltando esta, como falta, resta fazer pressão permenente sobre os decisores políticos até que estes se sintam “obrigados” a tomar a decisão.
    Educação, pelo lado da oferta, é mais complexo. Se definir o que é correcto talvez não seja tão difícil assim, fazê-lo é quase impossível. Representa mexer com todos os interesses instalados que ao longo dos anos se foram “alimentando” da “educação” em Portugal. Aqui vão algumas ideias iniciais, que daqui a pouco tenho que (recomeçar) a trabalhar. Cá voltarei mais tarde:

    Para começar, dar às comunidades a gestão das suas escolas. Não acredito no argumento de que elas não o querem. Bastaria que fosse dada liberdade aos pais para escolherem a escola dos seus filhos e um cheque ensino para “comprarem” a melhor educação, na melhor escola, e não faltariam interessados. Ou seja, crie-se um mercado livre e certamente aparecem boas propostas, com bons projectos educativos.

    Permita-se, pela decisão de cada comunidade escolar, a escolha do conselho executivo, e que este possa tomar as decisões adequadas à sua comunidade sobre o projecto educativo a desenvolver e respectivo orçamento. Permita-se que esse orçamento, após aprovação, seja implementado com autonomia, pela equipa dirigente e docente, e não tenho qualquer dúvida que a escola melhora.

    Substitua-se o inenarrável “Ministério da Educação” por um Gabinete de apoio à escola, com poucas mas úteis responsabilidades, que funcione como centro de recursos e excelência, em áreas como o desenvolvimento curricular, a inovação pedagógica, a implementação de sistemas de auto-avaliação, ou a elaboração de exames nacionais para cada um dos ciclos de aprendizagem, entre outros.

    Permita-se que esse gabinete, junto com universidades e outras instituições competentes, faça a avaliação, e em consequência dessa avaliação, disponibilize recursos humanos e materiais para o apoio às escolas com maiores dificuldades e que, junto com a avaliação pelo Estado, também o mercado faça as suas própias avaliações. Seguramente este processo terá consequências, a melhoria das escolas e do ensino em Portugal.

    Mas, deve o Estado sair completamente do sistema?. Eu (mas isto sou eu!) acho que não, e como contribuinte estou disponível a pagar para que, nas àreas onde o mercado não se interesse pela gestão de projectos escolares, o Estado o faça. Para que todos tenham acesso a uma melhor escola para os seus filhos.

    Certamente tem muitas falhas esta proposta, e desde já uma importante, à qual um dia voltarei, logo que o tempo o permita: Como é que se passa deste modelo estatista/centralista para um modelo descentralizado e focado no mercado?

    domingo, dezembro 03, 2006

    5 a 7 minutos de lusco fusco

    O empreendedor português!

    Um desafio à Blogosfera Liberal II

    O Camarada Tonibler, respondendo ao meu desafio, o que desde já agradeço, afirma sobre "que estado é o estado mínimo” que é
    “o estado necessário para que cada um escolha o que é importante para si, numa nação que garanta as condições para tal.”
    Concordo e “tá bonito!” (fica-lhe bem dar títulos assim, "Do....").
    Este meu desafio foi (quase) ignorado pelos poucos (mas bons) blogs liberais (uns mais do que outros) que incomodei, “postando” nas caixas de comentários. Com pena minha, mas como já dizia o outro “é a vida!”.
    O meu objectivo visava trazer para a “causa” alguns apoios de gente que pensa e escreve estes assuntos melhor do que eu (sem ironia), porque creio que esta é uma questão crítica a responder, para que as pessoas considerem a liberalização da sociedade uma alternativa válida ao “estatismo” reinante.
    Estou convicto que quando os liberais afirmam que “algo está mal e a solução é o liberalismo”, a maioria das pessoas não compreende ou não aceita como credível a proposta. Se por exemplo digo (e acredito!) que o Ministério da Educação devia ser extinto, mas não consigo explicar como, nem qual será a nova realidade, a proposta será por muitos vista como um acto de irresponsabilidade e provavelmente gera receio (pelo desmoronar de um sistema que apesar de horrível vai funcionando). Os portugueses, dizem alguns estudos, preferem o conhecido (mesmo que mau) ao desconhecido (mesmo que potencialmente bom). Não sei se é verdade, mas que dizem, dizem...
    De qualquer forma, por pequeno que seja, tentarei dar o meu contributo ao debate em "posts" posteriores.

    Desculpem lá

    mas agora qualquer conclusão sobre a vida implica o Governo “tomar medidas”

    "Hoje, na Universidade do Minho, responsáveis governamentais marcarão presença na apresentação do estudo "A Condição Juvenil Portuguesa na Viragem do Milénio"
    e
    deverão anunciar medidas"

    Um desafio à Blogosfera Liberal

    Todos nós, uns mais liberais que outros, consideramos que o Estado está sobremaneira presente na nossa vida. Que chamou a si demasiadas funções. E se algumas até gostaríamos de lhe ter delegado (se tivessemos sido chamados a tal) outras nem em pesadelos o teríamos feito...

    Assim sendo, a minha proposta é de que, com seriedade, todos os blogs que consideram dever o Estado reduzir o seu peso na economia e na sociedade, passem a explicar:
    - que organismos, funções, responsabilidades, etc, deve o estado deixar, libertando a sociedade e a economia do seu peso, devolvendo aos cidadãos, às empresas e a múltiplas outras formas de organização privada, a solução.

    possíveis exemplos, em "mil outros":
    - Ministério da Educação? alternativa?
    - Ministério da Economia? alternativa?
    - Ministério da Cultura? alternativa?
    - ICEP? alternativa?
    - ...

    sábado, dezembro 02, 2006

    Quem pára este dragão?


    Isso não sei, mas que a luta pelo segundo está ao rubro, isso está!
    Cuidado com o Braga, em crescendo desde que o "bicho" lá chegou.

    FC Porto:31 pontos; Sporting: 26; Benfica:22 (-1 jogo); Sp. Braga
    : 20 (-1 jogo)

    Free To Choose, por Milton Freedman


    Vale a pena ouvir Free To Choose
    por Milton Freedman.

    Pena muitos não ouvirem e poucos compreenderem.

    Obrigado ao Insurgente.