terça-feira, dezembro 05, 2006

até que enfim!

Parece que está oficialmente aberta a Época Natalícia...

estava eu a falar do Ministério da Educação

De muita qualidade, a entrevista de Joaquim Azevedo ao Público / RR / RTP2, no "Diga lá Excelência":

"Pensa-se que tudo se resolve por leis. Por exemplo: existe um problema de disciplina nas escolas? Faz-se um decreto lei, o problema fica resolvido…”“(Ministério da Educação acabou) de legislar, em Outubro, sobre os cacifos das escolas”. via Tonibler

comentários para quê!!!


Um desafio à Blogosfera Liberal III

Apesar da tentação -talvez normal para quem diáriamente dá umas voltas pela blogosfera- fui resistindo à tentação para escrever num blog. Sabia não ter tempo (nem arte?) para grandes disputas, como aquela com que os camaradas do Tonibler me querem brindar. Temia, e confirma-se, não ter tempo para, na qualidade possível, dar resposta capaz aos desafios que isto implica. Mas, como cada um se mete no que se mete e eu sempre fui responsável pelos meus actos, vou iniciar, no que à Educação diz respeito, o caminho “Da proposta para a melhoria da Educação (o “Da” dá mesmo pinta às ideias…).
Extinguir o “Ministério da Educação”, deixar de alimentar os sindicatos que o mesmo “sustenta” e assim acabar com parte deste pesadelo de “Estado que tudo planeia e tudo controla” é mais do que uma sugestão, um acto de cidadania. Já o disse, no texto “Educação, essa Paixão!” (para o qual faria link não fosse (ainda) muito básico no domínio das técnicas “bloguisticas”).
Educação, pelo lado da procura, é fácil. Basta dar liberdade aos pais para escolherem a escola dos seus filhos, pública ou privada, por exemplo através de um sistema de “cheque ensino”. Depende de vontade política. Faltando esta, como falta, resta fazer pressão permenente sobre os decisores políticos até que estes se sintam “obrigados” a tomar a decisão.
Educação, pelo lado da oferta, é mais complexo. Se definir o que é correcto talvez não seja tão difícil assim, fazê-lo é quase impossível. Representa mexer com todos os interesses instalados que ao longo dos anos se foram “alimentando” da “educação” em Portugal. Aqui vão algumas ideias iniciais, que daqui a pouco tenho que (recomeçar) a trabalhar. Cá voltarei mais tarde:

Para começar, dar às comunidades a gestão das suas escolas. Não acredito no argumento de que elas não o querem. Bastaria que fosse dada liberdade aos pais para escolherem a escola dos seus filhos e um cheque ensino para “comprarem” a melhor educação, na melhor escola, e não faltariam interessados. Ou seja, crie-se um mercado livre e certamente aparecem boas propostas, com bons projectos educativos.

Permita-se, pela decisão de cada comunidade escolar, a escolha do conselho executivo, e que este possa tomar as decisões adequadas à sua comunidade sobre o projecto educativo a desenvolver e respectivo orçamento. Permita-se que esse orçamento, após aprovação, seja implementado com autonomia, pela equipa dirigente e docente, e não tenho qualquer dúvida que a escola melhora.

Substitua-se o inenarrável “Ministério da Educação” por um Gabinete de apoio à escola, com poucas mas úteis responsabilidades, que funcione como centro de recursos e excelência, em áreas como o desenvolvimento curricular, a inovação pedagógica, a implementação de sistemas de auto-avaliação, ou a elaboração de exames nacionais para cada um dos ciclos de aprendizagem, entre outros.

Permita-se que esse gabinete, junto com universidades e outras instituições competentes, faça a avaliação, e em consequência dessa avaliação, disponibilize recursos humanos e materiais para o apoio às escolas com maiores dificuldades e que, junto com a avaliação pelo Estado, também o mercado faça as suas própias avaliações. Seguramente este processo terá consequências, a melhoria das escolas e do ensino em Portugal.

Mas, deve o Estado sair completamente do sistema?. Eu (mas isto sou eu!) acho que não, e como contribuinte estou disponível a pagar para que, nas àreas onde o mercado não se interesse pela gestão de projectos escolares, o Estado o faça. Para que todos tenham acesso a uma melhor escola para os seus filhos.

Certamente tem muitas falhas esta proposta, e desde já uma importante, à qual um dia voltarei, logo que o tempo o permita: Como é que se passa deste modelo estatista/centralista para um modelo descentralizado e focado no mercado?

domingo, dezembro 03, 2006

5 a 7 minutos de lusco fusco

O empreendedor português!

Um desafio à Blogosfera Liberal II

O Camarada Tonibler, respondendo ao meu desafio, o que desde já agradeço, afirma sobre "que estado é o estado mínimo” que é
“o estado necessário para que cada um escolha o que é importante para si, numa nação que garanta as condições para tal.”
Concordo e “tá bonito!” (fica-lhe bem dar títulos assim, "Do....").
Este meu desafio foi (quase) ignorado pelos poucos (mas bons) blogs liberais (uns mais do que outros) que incomodei, “postando” nas caixas de comentários. Com pena minha, mas como já dizia o outro “é a vida!”.
O meu objectivo visava trazer para a “causa” alguns apoios de gente que pensa e escreve estes assuntos melhor do que eu (sem ironia), porque creio que esta é uma questão crítica a responder, para que as pessoas considerem a liberalização da sociedade uma alternativa válida ao “estatismo” reinante.
Estou convicto que quando os liberais afirmam que “algo está mal e a solução é o liberalismo”, a maioria das pessoas não compreende ou não aceita como credível a proposta. Se por exemplo digo (e acredito!) que o Ministério da Educação devia ser extinto, mas não consigo explicar como, nem qual será a nova realidade, a proposta será por muitos vista como um acto de irresponsabilidade e provavelmente gera receio (pelo desmoronar de um sistema que apesar de horrível vai funcionando). Os portugueses, dizem alguns estudos, preferem o conhecido (mesmo que mau) ao desconhecido (mesmo que potencialmente bom). Não sei se é verdade, mas que dizem, dizem...
De qualquer forma, por pequeno que seja, tentarei dar o meu contributo ao debate em "posts" posteriores.

Desculpem lá

mas agora qualquer conclusão sobre a vida implica o Governo “tomar medidas”

"Hoje, na Universidade do Minho, responsáveis governamentais marcarão presença na apresentação do estudo "A Condição Juvenil Portuguesa na Viragem do Milénio"
e
deverão anunciar medidas"

Um desafio à Blogosfera Liberal

Todos nós, uns mais liberais que outros, consideramos que o Estado está sobremaneira presente na nossa vida. Que chamou a si demasiadas funções. E se algumas até gostaríamos de lhe ter delegado (se tivessemos sido chamados a tal) outras nem em pesadelos o teríamos feito...

Assim sendo, a minha proposta é de que, com seriedade, todos os blogs que consideram dever o Estado reduzir o seu peso na economia e na sociedade, passem a explicar:
- que organismos, funções, responsabilidades, etc, deve o estado deixar, libertando a sociedade e a economia do seu peso, devolvendo aos cidadãos, às empresas e a múltiplas outras formas de organização privada, a solução.

possíveis exemplos, em "mil outros":
- Ministério da Educação? alternativa?
- Ministério da Economia? alternativa?
- Ministério da Cultura? alternativa?
- ICEP? alternativa?
- ...

sábado, dezembro 02, 2006

Quem pára este dragão?


Isso não sei, mas que a luta pelo segundo está ao rubro, isso está!
Cuidado com o Braga, em crescendo desde que o "bicho" lá chegou.

FC Porto:31 pontos; Sporting: 26; Benfica:22 (-1 jogo); Sp. Braga
: 20 (-1 jogo)

Free To Choose, por Milton Freedman


Vale a pena ouvir Free To Choose
por Milton Freedman.

Pena muitos não ouvirem e poucos compreenderem.

Obrigado ao Insurgente.

quinta-feira, novembro 30, 2006

já não chegam as ideias dos Secretários de Estado...

quando alguns jornalistas emitem opinião...a coisa normalmente corre mal...

"Era, por isso, bom que, juntamente com o novo Estatuto da Carreira Docente, o Governo pudesse aprovar um estatuto da carreira de pais",

Manuel Carvalho, hoje, Editorial do Público

quarta-feira, novembro 29, 2006

"Pensei que havia uma saída"

"o homem disse que, de facto, tinha notado uns barulhos "estranhos"...O casal reside na pequena freguesia do Marmeleiro, na Guarda, e deslocou-se ao Porto para ver uns amigos".

"Segundo adiantou, no local, fonte da Metro, foi a quinta vez que se deu uma infracção do género."

...tá bonito, tá!!!

para ganhar dinheiro

“As SCR são para investir em empresas e ganhar dinheiro, não para salvar o país”
Mário Pinto, Presidente da APCRI, hoje na CMVM

simples...porque a vida até que é simples...

Se soubesse explicava isto

...mas o melhor é ver o que o Maradona diz

segunda-feira, novembro 27, 2006

Estas sim, boas notícias

JN, hoje: "As doenças do envelhecimento vão ser uma prioridade do novo instituto de investigação na área da Saúde que vai nascer no Porto da associação de três dos mais prestigiados centros de ciência do país. A ideia é juntar a experiência do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) em doenças oncológicas, os conhecimentos do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) em patologias neurodegenerativas e genéticas e os avanços conseguidos pelo Instituto de Engenharia Biomédica (INEB) em regeneração de tecidos.

Certo, para já, é que o modelo escolhido "deverá ser suficientemente aberto para estimular a adesão de outras instituições portuguesas e estrangeiras de investigação em biomedicina e saúde pública", sublinha Sobrinho. " Os três institutos gostariam de ser o núcleo aglutinador de um conjunto de instituições, tanto de investigação, inovação e de serviços, como ainda, na interface com a indústria farmacêutica".
(ver mais)
Que os sonhos desta (boa) gente se concretizem, é só o que desejo...

Parabéns ao Fogareiro

Não fosse a a blogosfera um espaço de liberdade e criatividade!
Só é pena não ser taxista no Porto, mas...parabéns pelo blog que visito faz tempo e que descobri não sei como...

No Público, apesar de tudo, o melhor jornal português

- Hoje, na capa do Público, “Hotéis portugueses começam a assumir opção de não aceitar crianças” e depois lá dentro, apesar do esforço da jornalista em fazer deste não assunto uma reportagem, o título é claramente desmentido. Até o Público, jornal de que gosto especialmente, tem destes dias…só peço que não apareça um zeloso Secretário de Estado pronto a cozinhar uma nova Lei para obrigar todos os hotéis a aceitar as crianças.

- António Barreto, brilhante como (quase) sempre, a mostrar o “retrato exacto e quantificado daquele que é talvez o maior desastre de todas as políticas públicas portuguesas”…o malfadado “sistema de ensino”, “política de educação” ou lá o que é.

- "Oi cara, quem é o figurão?" - ou como em Portugal não se quer “ver” que o Brasil é uma potência mundial, e Portugal apenas (o que não teria nada de mal, não fossem os ares de grandeza) um pequeno país, e como tal irrelevante para o Brasil.

- Brilhante, como (também quase) sempre, Vasco Pulido Valente fala do “Portugal à chuva”, cujo “caos que as chuvas provocaram, de um lado, e o CCB e a Expo, do outro, representam exactamente o país”…

E para terminar, a reportagem de ontem na revista “Fugas” sobre a Coreia do Norte é um hino aos “amanhãs que cantam”. Agora compreendo porque é que o outro “não tinha a certeza de a Coreia do Norte não ser uma Democracia”. Andava o rapaz enganado, porque só pode ser...uma Democracia!!!

A realidade, quando bem trabalhada, ultrapassa em muito a melhor ficção…

mais uma Ordem! ...quem paga, quem é?

A principal diferença que encontramos nesta “Ordem dos Notários de Portugal” (via Abrupto), não é o facto de ser mais uma corporação protegida pelas “asas grandes do Estado” (ler “impostos dos contribuintes”) mas de só agora ter que “lutar pela manutenção dos privilégios habituais”. Como tal, está a descobrir a beleza do marketing.
Este anúncio, mais do que um insulto aos bons notários, que isso é problema deles e da “Ordem”que os representa, constitui um insulto a todos nós e principalmente aos que morreram por causa daqueles dois senhores da esquerda na foto. Sem palavras.

Perante tamanha enormidade, até passa como mera parvoíce o comentário final, de que “os notários, apesar de integrados agora no regime de profissão liberal, têm os preços da sua intervenção tabelados.” Vou traduzir em português: nós -notários-
é que somos «bons liberais, pois ganhamos “à privado” mas com protecção do Estado”. Deve ser a isto que em Portugal se quer chamar Flexisegurança.