sexta-feira, novembro 10, 2006

quinta-feira, novembro 09, 2006

Amanhã isto melhora

Hoje, numa das minhas intermináveis viagens de carro, ouvi uma diligente sindicalista explicar que os direitos dos trabalhadores à greve não estavam a ser respeitados e por isso a coisa tinha corrido mal. Até, pasmei, parece que tinham sido requisitado os serviços minimos, facto que revoltou a senhora.

Mas, acreditava -a senhora- que a situação voltaria a melhorar, dada a maior adesão que estimava para amanhã. O INEM, para quem não esteja a ver, é aquela organização que salva vidas...

Já desconfiava

Agora tenho a certeza: a Boa América ganhou!
Obrigado Miss Pearls.

Contra o “Lucro”: intervir, intervir!

o governo escolheu desta vez como alvo os bancos, essas entidades misteriosas
que ganham dinheiro num país em que quase ninguém ganha

Em Portugal o Lucro é demonizado porque nele é concentrado todo o ódio aos ricos, os “capitalistas exploradores”. Engraçado, ou talvez não, é mais respeitado o que herdou uma fortuna do que aquele que trabalhou para a conseguir. Talvez porque o primeiro não coloca a nú a incompetência de muitos que nem tentam, porque ao primeiro calhou a sorte (ter um pai rico…ou ser cliente BES) e ou outro o mérito do seu trabalho.

Sempre que alguém enriquece, ou parece enriquecer, logo surge um justiceiro com vontade de corrigir essa “falha de mercado” a favor dos “desprotegidos”. Nesta saga, o determinado justiceiro julga aceder ao Olimpo. E assim nascem maravilhosas leis, umas atrás das outras, sempre a bem do povo, ao sabor das “falhas de mercado” do momento e da genialidade de quem as “pensa”.

A ideia de definir uma taxa única de imposto, acabar com duplas tributações, com impostos sobre impostos, com subsidios escandalosos, de acabar com todas as excepções e “protecções”, libertando dinheiro dos impostos para quem o ganhou, é algo que infelizmente ainda não passa pela cabeça de tão grandes pensadores.

Falta-me o tempo, mas voltarei à questão do “Lucro maldito” com uma história e algumas contas.

domingo, novembro 05, 2006

É uma discussão que não tem solução...

"É uma discussão que não tem solução fundada na ciência, porque a noção de pessoa não é uma noção científica ou biológica. É jurídica, moral, por vezes, religiosa." Resposta do Biofísico Henri Atlan quando questionado sobre a questão de "quando começa a vida", hoje na revista Pública.

O Nanny State

Brilhante artigo de António Costa Amaral na revista Dia D da edição impressa do Público, da passada 6ªF. Aguardamos texto no A Arte da Fuga.

Trabalho!


Já que pagamos os sindicalistas, será que não os podíamos escolher?

Vasco Pulido Valente

Carlos Vaz Marques entrevista Vasco Pulido Valente na próxima quarta-feira, no Pessoal e Transmissível, da TSF - depois do notíciário das 19h00.

Garante FJV, em A Origem das Espécies, que "a entrevista já foi gravada e é imperdível"...

Já fiz reserva no calendário semanal!

Porto perguntas sem resposta?

Se não soubessemos a resposta a muitas destas perguntas e se valesse a pena perguntar, também eu as faria.

SIM

Sou pelo SIM. O André Azevedo Alves, brilhante Insurgente que leio regularmente, não deveria cair na tentação de anexar numa única afirmação dois assuntos totalmente distintos. A discussão deveria ser entre se SIM ou NÃO à IVG. Também sou contra à subsidiação pelo Estado (excepto se a gravidez colocar em perigo a saúde da mãe, ou se essa gravidez tiver resultado de uma agressão), como sou em relação a quase todos os subsidios na sociedade portuguesa. Infelizmente o SIM vai levar às duas realidades, à IVG que defendo e à sua subsidiação que combato, mas essa è uma triste consequência do estado actual da Nação.
Que as fadas tambem se enganam no caminho até que compreendo
...só não percebo o porquê das asas...

I have a Dream

Um dia o mesmo acontece em todo o país e o resultado da refrega é devolvido aos portugueses, que pagam impostos, para o aplicarem onde melhor lhes aprouver...

sábado, novembro 04, 2006

Cartão de (bom) cidadão

A Inglaterra é um daqueles países onde não há um cartão tipo BI. Tradição liberal diz-se.

Mas a par com as
CCTV, o Governo inglês vai recolhendo e armazenando sistematicamente informação biométrica e de DNA, e pretende criar o tal cartão único de cidadão.

Mais uma vez, havendo vantagens em diversas áreas da existência de uma basae de dados assim (muitos crimes violentos são hoje resolvidos com recurso à análise do DNA), o perigo de má utilização da informação, nomeadamente pelos Governos, é enorme.

Só a título de exemplo, no meu DNA está identificado o meu pai e o meu filho. Sabe-se que doenças tenho e posso vir a ter. No meu cartão de cidadão estará toda a informação "oficial" que existe sobre mim: onde e quando nasci, com quem casei, onde moro e onde morei, onde trabalho, quando fui ao hospital, etc etc.

Qual o risco desta informação chegar às mãos de alguém que não lhe dá o uso apropriado?

CCTV


Esta semana em Inglaterra discutiu-se a vídeo vigilância (CCTV) e as implicações na privacidade (leia-se liberdade) das pessoas. A Inglaterra é o país mais "vídeo vigiado" do Mundo: há mais de 5 milhões de câmaras activas e uma boa parte dos locais públicos de maior movimento são vigiados 24 sobre 24 horas, ficando tudo registado em potentes servidores. Mas é também o país com maior tradição democrática do Mundo e assuntos como este merecem discussão exaustiva nos media.

Sendo unanimemente reconhecido que o CCTV é dissuasor da criminalidade e muito útil na resolução de crimes, há no entanto um risco (para mim, e para muitos outros, de maior amplitude) do acesso indevido aos dados gravados.

Ir na onda do "só quem tem alguma coisa a esconder é que tem que ter receio" é abrir a porta à "opressão consentida". Eu até posso nem ter nada a esconder. Mas tenho direito de o ter e, mais, tenho direito que isso não seja da conta de ninguém. Hoje as câmaras servem para os assaltos. Amanhã servem para quem fumar fora das zonas de fumo. Depois para quem cuspir para o chão. A seguir para quem atravessar fora da passadeira...

Big brother? Não obrigado.

quinta-feira, novembro 02, 2006

nem eu, nem eu...

"Eu nunca percebi para que serve o Ministério da Cultura", Rocha Antunes em "A baixa do Porto"

...caro Francisco, nem eu...

Big Brother

"O «Cartão do Cidadão» é uma realização do Estado extremamente perigosa, como já muitos chamaram a atenção. Apesar disso, o Parlamento aprovou a sua criação por unanimidade....!!!!" No entanto, a CNPD - Comissão Nacional de Protecção de Dados veio, no seu parecer, sintetizar várias das razões que fazem temer o pior:..." (Gabriel, no Blasfémias)

Pois é, unanimidade no Parlamento, nos media, nos (salvo raras e meritórias excepções) comentadores e no povo, que nem percebe que o monstro aumenta o cerco a cada dia que passa ...!!!
Um dia, já tarde, será tarde de mais...

Os génios e o trabalho

Todas as semanas, no Público, um senhor de seu nome Eduardo Prado Coelho contribui para o meu bem estar. Dono de um humor ao melhor nível dos Gatos, este bom homem brinda os pobres mortais como eu com as suas tiradas de génio: "ao fim de 3 anos, quando começava a ter vontade de trabalhar, mandaram-me embora" (não foi bem assim, mas o merecido sentido era este) e hoje (pena não ter link) revela perante nós, pobres mortais (repito), que já teve um gabinete numa qualquer escola em que nunca foi capaz de pensar (também não é assim, mas o sentido e a adequação à personagem é mais correcto se assim dito) porque o tinha que partilhar (ao gabinete) com mais dois seres de igual sabedoria. Era uma rambóia, era o que era, e ningúem lá conseguia trabalhar. Sempre que estas almas nos brindam com a sua existência, esforçada em prol do bem comum, fico feliz por pagar impostos...