sexta-feira, fevereiro 07, 2014

Mirós, pois claro!

No Blasfémias, o João Miranda relembra e bem as (boas) Coisas que aprendemos com os mirós.

Por muito que custe a quem tanto se "revolta" com esta potencial venda, vender significaria receber dinheirinho... igual a menos dinheirinho que se cobraria aos contribuintes... útil para meter no buraco do BPN, que parece não ter fim, para financiar outras necessidades, dividas ou até devaneios do estado, que para mal dos nossos pecados sempre existiram, existem e existirão.

E já agora, se é só de cultura que se quer falar, não seria mais racional se a decisão fosse, em vez de ficar com 85 mirós, redistribuir esses mesmos 35 milhões, por exemplo, por entidades como Serralves, Casa da Música, e outras respeitáveis instituições com provas dadas, a quem (julgo) foi ainda recentemente retirado 30% da contribuição do estado para os seus orçamentos?

Ou seja, são infinitas as melhores formas de aplicar 35 milhões que 85 mirós... e a melhor de todas era mesmo deixá-los nos bolsos dos seus legítimos proprietários, os (contribuintes) portugueses.


* base de licitação num leilão da Christie's, um dos mais prestigiados a nível mundial, a que seguramente acederiam todos os "amantes" de Mirós. Se há forma de maximizar o valor da venda é num leilão deste tipo... seriam vendidos por 35 milhões ou mais, se efectivamente o valem. Se ninguém os quisesse comprar, ficaríamos então "felizes" proprietários dos mesmos...

 

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

35 milhões de Mirós...


Custo de oportunidade é um termo usado em economia para indicar o custo de algo em termos de uma oportunidade a que se renuncia… o que poderia ser ganho no melhor uso alternativo… inclui, para além do custo monetário explicito, os custos de oportunidade que ocorrem pelo facto dos recursos poderem ser usados de formas alternativas. I.é., custo de oportunidade representa o valor associado a melhor alternativa não escolhida. Ao fazer-se uma escolha, deixa-se de lado as demais possibilidades (escolher uma é recusar outras).

domingo, junho 09, 2013

Portugal, e assim se vai "educando" uma nova geração

Diz o vitorcunha, no Blasfémias, que Num dia de greve temos que falar sobre isto:

"O Estado gasta, por aluno do 9º ano, em média, 4.932€ por ano para o manter na Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Visconde de Juromenha, classificada em 1285º de 1330 no ranking; pelo menos alguns destes alunos poderiam, ao abrigo do subsídio ao aluno – que já existe, uma vez que o aluno não paga estes 4.932€ – frequentar o Colégio dos Plátanos, classificado em 2º de 1330 no ranking, com anuidade de 2.700€, e ainda poupar ao contribuinte 2.232€ por aluno."


Ora, se nos dermos ao trabalho de fazer umas contas com dados recentemente publicados:

Rácio alunos/professores:
· 30 alunos por professor em 1961
· 15 alunos por professor em 1979
· 7 alunos por professor em 2009 (!!!)
Nº total de professores por nº total de alunos no básico:
· 55.000 professores p/ 1.062.500 alunos em 1973 (19,3 alunos por professor)
· 85.000 professores p/ 1.275.000 alunos em 2009 (15 alunos por professor; e a descer)
As pessoas simples poderiam fazer um raciocínio não muito complexo, e a título de exemplo:
· se turmas tiverem em média 20 alunos (mais ou menos o que acontece actualmente), então:
· 63.750 professores p/ 1.275.000 alunos, i.é., só no básico há 21.250 professores sem alunos!
Mas, se por bondade considerarmos por hipótese que é bom para a melhoria do ensino haver mais 10% de professores, p/ substituir professores doentes, aulas complementares, etc, então:
· 63.750 professores p/ 1.275.000 alunos (20 alunos por professor), a que adicionaríamos 6.375 professores (p/ apoio), o que daria um total de:
· 70.125 professores p/ 1.275.000 alunos, o que implicaria (nesta opção generosa) que só no básico haveria 14.875 professores sem alunos para ensinar e/ou para ajudar!
Todas as profissões são dignas quando realizadas com profissionalismo. A de Professor, para além de digna é uma das mais bonitas, pelo bem que pode provocar na vida de outrem, em especial na das crianças. Mas alguém explique porque é que estes professores que não têm alunos para ensinar (coisas da demografia!) têm que ser pagos pelos contribuintes. Se não têm alunos que justifiquem a sua existência, porque é que estes portugueses têm mais direitos que os portugueses (por ex.) que perdem os seus empregos porque as fábricas fecham. Se alguém explicar porque é que isto é justo...
As pessoas que não gostam de números e gráficos, porque dizem ser coisa de “economicistas” (seja lá o que isso signifique), e da macroeconomia e não da “vida real das pessoas”, defendem acerrimamente os direitos de muitas destas “classes”, porque a todos, independentemente de haver ou não clientes que justifique a sua existência, parece terem sido concedidos direitos especiais. Direitos esses que todos os contribuintes devem garantir,... pagando! Se alguém explicar porque é que isto é justo...

quarta-feira, setembro 19, 2012

Triste sina a nossa!

Décadas (séculos!) a gastar… o que nunca se foi capaz de produzir!
Décadas (séculos!) a gastar… o que sempre nos foi sendo emprestado!
Governos consecutivos "prometem o mundo"… com dinheiro que não é seu!
Desastre anunciado… que ciclicamente se concretizou!

Um ano (o último) em que povo aceitaria "quase” todos os sacrifícios… em nome de um bem maior, em nome de uma mudança estrutural... em nome de um futuro melhor!
Um ano (o último) desperdiçado! Mudanças estruturais que não foram feitas. Vícios de sempre que foram mantidos… mesmo (poucas) mudanças positivas enunciadas foram tenazmente combatidas... nada de estruturalmente significativo mudou!

Um povo que, já não acreditando em nada mais, nada mais permitirá fazer!

E agora!?
Deixar cá a troika é desastre!
Mandar embora a troika é desastre!
Realidade é desastre!

E agora!?
Até hoje assustador, um cenário emerge como possibilidade. Cada dia que passa, como última possibilidade. Mais mês, menos mês, Portugal sai do euro. Se sai porque o euro implode, porque quer sair ou porque é obrigado, já pouco importará! Sairá!

E então!?
Que nesse dia, quem governar, consiga pelo menos negociar a saída! Qualquer que seja, será dura! 

E depois!?
Que um dia, depois de tanto sofrimento, os nossos filhos sejam capaz de gerir melhor este bonito país. Melhor do que "nós" e dos que nos antecederam!
Que um dia, depois de muito sofrimento, os nossos filhos não mais permitam que aqueles que em seu nome governam, o façam de forma criminosa.
Parece pouco, parece triste, mas é talvez o que resta desejar! 

quarta-feira, agosto 08, 2012

segunda-feira, julho 09, 2012

Equidade!

Segundo o Tribunal Constitucional (TC) todos os que trabalham no sector privado, que em média ganham menos que os que trabalham no sector público, que em média têm muito menos regalias que estes, que entre muitas outras “médias” são os que perdem o emprego a um ritmo devastador… são uns privilegiados e como tal devem também pagar -ainda mais- a crise, pagando também os “13º e 14º” que o Governo não cortará no sector público...

Se quisermos ser simpáticos podemos dizer que é irónico que o TC diga isto em nome da igualdade. Mas se quisermos ser realistas devemos perceber que assim chegará o dia em que esses “privilegiados”, que anos após anos trabalharam de sol a sol, pagaram os seus impostos e nunca saíram para a rua a protestar, irão perder a sua quase infinita paciência e “explicar” a esses senhores do TC e outros arautos da equidade o que é igualdade.

quinta-feira, julho 30, 2009

SCUT, à sucapa. Assim se cumpre a tradição do bandido

Vale a pena ler estas duas notícias, hoje no JN. Isto é tudo menos um país sério:

1) Pórticos instalados na A25 e A17 poderão servir para cobrar portagens:

A instalação de estruturas metálicas, tipo pórtico, na A25 e A17, está a preocupar as Câmaras de Aveiro e Ílhavo. Fala-se em portagens que vêm aí, mas o gabinete do ministro das Obras Públicas afirma que não há legislação.

As câmaras de Aveiro e de Ílhavo pediram "esclarecimentos" ao Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações sobre a eventual introdução de portagens na A25 (Aveiro-Barra) e A17 (Aveiro-Vagos), apesar de não terem sido informadas sobre essa possibilidade.

Em causa está a instalação de diversos pórticos nos troços daquelas duas auto-estradas, sem que as duas autarquias tenham sido informadas, ao mesmo tempo que nos últimos dias têm circulado na Internet, mensagens de correio electrónico alertando para essa possibilidade.

A concessionária daquelas duas auto-estradas, a Aenor, questionada pelo JN sobre para que servem as estruturas metálicas que já foram montadas e sobre a possibilidade de introdução de portagens na A25, optou pelo silêncio.
"Não compete à Aenor pronunciar-se sobre este tema", foi a resposta que o JN obteve.

Por outro lado, João Morgado Fernandes, do gabinete de imprensa do ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, disse ao JN que "a instalação desse tipo de estruturas é da responsabilidade das concessionárias, pelo que só a elas compete pronunciar-se sobre o assunto".

"A cobrança de portagens nas SCUT está dependente de legislação (Portarias) que ainda nem sequer foi publicada", acrescentou o assessor de imprensa do ministro Mário Lino ao JN.

As Câmaras de Aveiro e Ílhavo, presididas por Élio Maia e Ribau Esteves defendem que a circulação naqueles dois troços não deve ser taxada, nomeadamente o troço Aveiro-Barra, na A25, já que não existem alternativas.

Na realidade, sem ser a A25, entre Aveiro e a Barra, a alternativa é atravessar o centro congestionado da Gafanha da Nazaré, uma realidade que já não existe há mais de vinte anos.

Mesmo a alternativa entre Aveiro e Vagos obriga à circulação pela EN 109 e o atravessamento do centro da cidade de Ílhavo, onde antes de existir a A25, no Verão, era com dificuldade que se circulava.

Se no que diz respeito à A25 entre Aveiro e a Barra, o presidente da Câmara de Ílhavo, Ribau Esteves nem sequer admite portagens naquele troço da A25, quanto à A17 só admite o pagamento de taxas de circulação desde que existam alternativas, o que não acontece.

2) Concessionário confirma portagens:

As estruturas metálicas que foram colocadas na A25 e A17 destinam-se à cobrança de portagens. A revelação foi feita pelo presidente da Câmara de Ílhavo com base em informações do concessionário das auto-estradas.

O presidente da Câmara Municipal de Ílhavo (CMI), Ribau Esteves, confirmou, ontem, ter recebido essa informação do concessionário Costa da Prata e lamentou o silêncio do governo sobre a matéria. "O concessionário diz que o governo mandou pôr os pórticos e que os pórticos são para pagar portagens. Depois perguntamos ao governo, e ele não responde (…) ninguém nos diz quando começarão a cobrar nem quanto custará", disse, considerando a falta de respostas "surrealista" e reafirmando que a autarquia é contra a cobrança naquele troço. "Os pórticos não são para as cegonhas fazerem ninhos e até desqualificam a paisagem. Está claro que são para a colocação de portagens, mas ninguém nos dá respostas claras", ironizou, exigindo a sua "retirada" e vincando que o governo assumiu o "compromisso" de dar àquele troço uma "ambiência marcadamente urbana". Ribau acrescenta, ainda, que "naquele troço circulam, diariamente, dezenas de milhares de automobilistas", alguns dos quais têm manifestado as suas preocupações em "e-mails e telefonemas" à CMI. As preocupações estendem-se, igualmente, "à câmara de Aveiro, que subscreve esta posição" e ao "Porto de Aveiro, que está, também, a fazer as suas diligências", garante.

já nasce desgraçado...

bem sei que não se deve copiar, mas esta é muito boa (desgraçadamente para os já nascidos e os a nascer)...

Números, por João Miranda, no Blasfémias:

"...
12.000 euros: Parte da dívida pública que cabe a cada português, incluindo recém nascidos.
-11.800 euros (200 – 12000): Saldo da conta de um recém nascido em Portugal"

SCUT, assunto a acompanhar...

vale a pena acompanhar o desenrolar da trama das SCUT, esperando que não seja mais uma forma ardilosa dos "defensores do povo" o enganarem bem...

JoaoMiranda, no Blasfémias, aviva a nossa memória, com:

O que diz o programa do PS sobre as SCUT?, Diz o seguinte:

c) Quanto às SCUT, deverão permanecer como vias sem portagem enquanto se mantiverem as duas condições que justificaram,em nome da coesão nacional e territorial, a sua implementação: i) localizarem-se em regiões cujos indicadores de desenvolvimento sócio-económico sejam inferiores à média nacional; e (ii) não existirem alternativas de oferta no sistema rodoviário.

Note-se que este foi o critério usado pelo PS nesta legislatura. Note-se que a linguagem utilizada dá a entender que só excepcionalmente é que serão implementadas portagens. Note-se ainda que as portagens nas SCUTs foram prometidas e adiadas várias vezes nesta legislatura.

Note-se finalmente que o que interessa saber é quais as auto-estradas que o PS considera que respeitam ou que se prevê venham a respeitar os critérios estabelecidos.

terça-feira, julho 07, 2009

o Mayor mais cool..

Fala agora o Mayor of Austin, William Wynn, "o Mayor mais cool da América" segundo António Câmara, ...e eu que pensava ser o "Mayor of Lisbon".

Agora, (mais) a sério...está a passar um excelente video promocional de Austin, uma cidade que é (mesmo) criativa.

Região de Lisboa vai de Setúbal até à Corunha...

Hoje, na conferência “Rede de Cidades Criativas”, Pavilhão de Portugal, Parque das Nações, na capital do império, António F. Ferreira, Presidente da CCDR-LVT informa que o "Director das Industrias Criativas de Austin quando visitou Lisboa logo percebeu ser esta a cidade ideal para dar inicio à criação de uma rede mundial de cidades criativas".

E, porque o povo anda desinformado, dá a boa nova, a mais criativa do dia: "Região de Lisboa vai de Setúbal até à Corunha" . No entanto, magnânime condescende: "mas o país não é só Lisboa".

Ufa, já podemos descansar...

sábado, abril 18, 2009

"First they came…"

"First they came" is a poem attributed to Pastor Martin Niemöller (1892–1984) about the inactivity of German intellectuals following the Nazi rise to power and the purging of their chosen targets, group after group:

"In Germany, they came first for the Communists, And I didn’t speak up because I wasn’t a Communist;
And then they came for the trade unionists, And I didn’t speak up because I wasn’t a trade unionist;
And then they came for the Jews, And I didn’t speak up because I wasn’t a Jew;
And then . . . they came for me . . . And by that time there was no one left to speak up."

via Blasfémias

um dia Churchill...

"Conta-se que um dia Churchill, chegando aos lavabos do Parlamento, escolheu para urinar o mictório mais longe do que estava a ser usado pelo Chefe da oposição. Este, reparando nisso, à saída, virou-se para Churchill e perguntou-lhe se receava estar próximo dele, ao que Churchill terá respondido: nunca se sabe, voçês não podem ver nada grande que querem logo nacionalizar."
in Leais, Imparciais & Liberais, Livro de José Manuel Moreira

quarta-feira, abril 15, 2009

Hoje, duelo de campeões...

no Dragão, claro!

e onde mais poderia ser!?
senão no habitual palco dos campeões.

“Sem eira nem beira” *

A melhor análise política da semana,
realizada pelos sempre eternos Xutos & Pontapés

* lá chegará o dia em que também a música será silenciada


Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um "passou bem"


Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar, despedir
Ainda se ficam a rir


Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir encontrar mais força para lutar


Mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir

Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar, enganar
O povo que acreditou


Conseguir encontrar mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Mais força para lutar

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a...

Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Dê-me um pouco de atenção

quinta-feira, abril 09, 2009

Fernando: así funciona el Oporto

No "Planeta Axel. Blog de Axel Torres en MARCA.com, Miércoles, 8 de abril de 2009", diz quem sabe:

"Parecía la parte débil del cuadro, la de los super outsiders, en palabras de Arsène Wenger. Se decía que el Manchester United tenía un camino llano hacia Roma con la alfombra roja ya preparada. Pero el primer obstáculo no fue la pequeña piedra que se suponía. El Oporto jugó un encuentro repleto de atrevimiento en su fase inicial y lleno de orden e inteligencia en su cómputo global. Recordó al de 2004, lo que confirma una vez más su capacidad para regenerarse. Se van las estrellas que llegaron siendo futbolistas anónimos y el proceso vuelve a empezar. Y nunca se detiene. Old Trafford coronó a Fernando, hasta ayer un medio centro con buena pinta pero sin experiencia en el primerísimo nivel, desde hoy una realidad que se doctoró en la máxima exigencia en el estadio del campeón de Europa. Su partido fue monumental, descomunal, inmenso. Siempre bien posicionado, extraordinario en la recuperación, poseedor de una determinación asombrosa, ofreciéndose en los apoyos, clarividente en la salida de balón, poderoso en la resistencia física para destacar en el correcalles de ida y vuelta de los minutos finales. Su historia define el funcionamiento de su club para reinventarse continuamente, para competir con recursos limitados con los grandes gigantes del continente.

Si los demás tienen más dinero, tú debes ver más fútbol que ellos. O al menos, ver el fútbol que ellos no ven. La segunda división brasileña, por ejemplo. Allí, en el Vila Nova, detectaron los ojeadores del Oporto a un chico de 19 años llamado Fernando. Lo contrataron por menos de un millón de euros y lo cedieron al Estrela Amadora para que adquiriera experiencia. Una temporada para que conociera la liga portuguesa, y al verano siguiente lo convirtieron en titular. Se había marchado Paulo Assunçao y el puesto de medio centro estaba libre. Su titularidad ya es indiscutible. Y el acierto de la operación, aún más.

Fue el de Old Trafford un partido que obligó a Ferguson a realizar varias modificaciones tácticas. Su 4-3-3 incial, con Paul Scholes de "cinco" y Carrick y Fletcher de interiores, fracasó con estrépito en los minutos iniciales. La presión adelantada del Oporto, repleta de agresividad, ahogaba por completo al campeón de Europa. Sir Alex pasó al 4-4-2, metiendo a Cristiano Ronaldo de segundo delantero.

Mejoró el equipo en cuanto a posesión de balón y a dominio del partido, pero el crack de Madeira se perdió en una zona en la que no había espacio alguno: los dos centrales y el MVP Fernando le comieron el terreno. El United pareció equivocarse en el reparto de papeles de sus dos medios centros. Scholes jugó toda la primera parte más retrasado que Carrick, con lo que nunca apareció cerca del área para buscar el disparo de media distancia. El equipo echaba de menos, además, la clarividencia del ex del Tottenham para mover el equipo. Pudo pesar también la fatiga -el Man U fue el único de los ocho cuartofinalistas que jugó el domingo en su liga... ¡y eso que su partido era el martes!-,al igual que la baja de Ferdinand. Evans se equivocó en el primer gol y hubo un serio error de coberturas en el segundo, impropio de la máquina defensiva que era el United hasta hace un mes. El 2-2 pareció un resultado justo que deja la eliminatoria mucho más abierta de lo que se esperaba."

quarta-feira, março 18, 2009

Esta alma nunca criou um empresa...

...e seguramente que também nunca geriu nenhuma, nem deve fazer a miníma ideia sobre como é que aparece o dinheiro com que vive!

Felizes daqueles que não precisam de trabalhar para ganhar a vida.

sábado, março 14, 2009

Lema publicitário

"O difícil consigo-lhe hoje, o impossível amanhã e o que não existe depois de amanhã"

in "O Ano em que devia morrer", de Miguel Pinto