“mais do que o despotismo ou a anarquia, o que importa combater é a apatia”, Alexis de Tocqueville
Sexta-feira, Junho 29, 2007
verdade seja dita
Nos últimos dias, ler a já celebre Patricia Lanca, comentada pelo Maradona tem contribuído dignamente para a subida do nível de felicidade. Pena não encontrar correspondência na desejada descida do deficit, esse companheiro de percurso da "alma nacional"…
com a devida vénia, faço minhasas palavras do CAA, sejam pelo fad0, que sempre me irritou na sua versão "alma nacional", sejam as relativas ao "nosso" Porto, de que sempre gostei, gosto e gostarei.
Lá longe, na margem de cá de um conhecido deserto, um governo de um pobre país decidiu que queria construir um novo aeroporto, não porque dele precisasse para aviões e avionetas, mas por razões que a razão desconhece (ou não…)
Após mil e uma tentativas para explicar o inexplicável, não conseguindo convencer a populaça da bondade de tal vontade…que mesmo na era do conhecimento e da criatividade é difícil justificar tamanho elefante branco!
Mas eis que um dia, talvez pelo respirar dos bons ares do deserto, se faz luz: “e que tal justificar um elefante branco (OTA) como alternativa a outro (Alcochete)?”
Só para que conste, eis a beleza da coisa. Daqui a 6 meses, um magnífico estudo irá justificar que a OTA é melhor que Alcochete e os “OTArios” já se esqueceram do essencial: “não precisamos de estourar com a Portela para fazer um novo elefante branco. Dessa bicharada já nós temos que chegue, e no deserto quem se dá bem são os camelos.
Ou dito em português, para os parolos do Norte perceberem: Vamos lá deixar uma infraestrutura tão bonita como aquela na mão daquelas bestas do Norte. Aquilo ainda é pior que camelos na margem sul.
que se pôs ao fresco e deixou o tasco entregue a um organizador de festas? Que, na sequência das sequências, deixou isto a jeito para um centralista iluminado com ares de ditador?
Mesmo não batendo a “Ota com a perdigota”, fala bem sobre este país, de que ouviu falar, lá isso fala:
“Não, não vou entrar na política portuguesa... Há um problema estrutural português, histórico, de muita centralização. Mas não estou a falar deste ou daquele Governo,... Na UE, não temos de dizer aos países o que devem fazer em termos de descentralização. Não devemos dizê-lo, porque isso seria violar o princípio da subsidiariedade... O que fazemos é colocar recursos ao dispor dos países e das regiões mais carenciados, numa lógica de redistribuição. Compete às autoridades portuguesas avaliar o melhor modo de distribuir esses fundos.”