quarta-feira, novembro 08, 2006

Contra as corporações: intervir, intervir!

Em mais uma das suas campanhas contra as corporações que minam a sociedade e a economia nacional, o governo escolheu desta vez como alvo os bancos, essas entidades misteriosas que ganham dinheiro num país em que quase ninguém ganha.

Vai daí, toca de fazer uma lei para definir como se fazem os arredondamentos nas taxas e ainda outra para obrigar os bancos a dizerem como é que fazem para pagar menos impostos (o tal “planeamento fiscal”). Tudo a bem da nação.

E a troco de beliscar mais uma corporação, lá vem a longa mão do Estado meter-se em mais uma área onde não tinha nada que se meter. Resultados práticos? Aquilo que os bancos eventualmente deixem da ganhar nos arredondamentos vão recuperar nos spreads e o tal do “planeamento fiscal” fica tal como estava, só com mais uns impressos para preencher.

Mas a mensagem passou: o Governo está atento na defesa dos fracos e oprimidos e não tem medo de atacar os fortes, sejam eles os bancos (adeus aos arredondamentos), os juízes (adeus às férias), as farmácias (adeus a 6% da margem); os professores (adeus às folgas sem aulas de substituição), ou os parques de estacionamento (adeus aos preços sem fracções).

Mudou alguma coisa? Claro que não, mas a malta cá em baixo fica satisfeita.

E agora vou ver a novela.

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